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	<title>Monografias de Aikido</title>
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	<description>Do Centro ao Movimento</description>
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		<title>Monografias de Aikido</title>
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		<title>Aikido em minha vida por Rafael Rodrigues Mendonça</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 12:59:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Granja</dc:creator>
				<category><![CDATA[3º Kyu: faixa verde]]></category>
		<category><![CDATA[Rafael Rodrigues Mendonça]]></category>

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		<description><![CDATA[O Aikidô apareceu na minha vida de uma forma um pouco dolorosa&#8230; Um amigo começou a treinar e naqueles primeiros meses com a normal empolgação ele queria demonstrar para todos as técnicas que ia aprendendo, e foi numa destas que eu me dei mal. Pedi para ele me demonstrar alguma coisa e então ele me [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aikidomonografias.wordpress.com&amp;blog=17029938&amp;post=182&amp;subd=aikidomonografias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/imagem-monografia-02.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-183" title="imagem monografia 02" src="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/imagem-monografia-02.jpg?w=620" alt=""   /></a></p>
<p>O Aikidô apareceu na minha vida de uma forma um pouco dolorosa&#8230;</p>
<p>Um amigo começou a treinar e naqueles primeiros meses com a normal empolgação ele queria demonstrar para todos as técnicas que ia aprendendo, e foi numa destas que eu me dei mal. Pedi para ele me demonstrar alguma coisa e então ele me pediu para segurar seu ombro, e no minuto seguinte lá estava eu quase ajoelhado no chão com o braço todo torcido e gritando para ele parar.</p>
<p>Depois deste evento comecei a procurar mais informações sobre o Aikidô e fui me empolgando cada vez mais com o que eu ia descobrindo.</p>
<p>Bom, mas antes disso eu sempre fui um apaixonado por artes marciais e sempre procurei conhecer um pouco mais sobre as diversas artes, pelo menos as mais conhecidas, seja através de filmes, documentários, livros ou vendo as pessoas treinando. Cheguei até treinar um pouco de Karatê na infância, mas não me adaptei muito à academia e acabei desistindo. Depois disso fiquei esperando por uma oportunidade de tempo e dinheiro para começar a treinar alguma outra arte, mas não tinha certeza qual. Até aparecer o Aikidô&#8230;</p>
<p>Chegou um momento que eu decidi começar a treinar, pois já tinha esperado demais por oportunidades e resolvi que estava na hora de começar pra valer, e então fui à procura de alguma academia que fosse próxima ao meu local de trabalho e descobri o “Do Centro Ao Movimento” com uma filial na Liberdade. E pra lá eu fui levando um colega que também achou interessante a idéia de treinar uma arte marcial.</p>
<p>Isso foi em junho de 2008 e cá hoje estou me preparando para um próximo degrau e cada dia crescendo um pouco mais.</p>
<p>No começo treinar Aikidô foi só surpresas&#8230; “Como alguém pode derrubar outra pessoa bem maior e mais forte sem usar força?”, era incrível ver isso acontecer e ainda ter que quebrar vários paradigmas nos treinos, como usar o relaxamento ao invés de força, tomar o centro do oponente ao invés de se esquivar, usar movimentos circulares ao invés de movimentos lineares e por ai vai.</p>
<p>E hoje, algum tempo depois, nada mudou! Continuo tendo estas surpresas e mais novas surgem a cada treino, e a luta para quebrar os paradigmas continua, porém agora conheço uma pequena parte do caminho necessário para usufruir os benefícios do Aikidô.</p>
<p>E por falar em benefícios do Aikidô, o mais interessante pra mim é quando percebo que o Aikidô não faz parte da minha vida apenas dentro do dojo, mas sim está presente também na minha vida pessoal, no meu trabalho, nos meus estudos, em todo lugar.</p>
<p>Noto que minha forma de pensar, de falar, de agir diante de algumas situações está mudando muito. Por exemplo, hoje eu prefiro não responder agressivamente a uma agressão verbal, uma provocação ou uma crítica maldosa. Prefiro responder com uma palavra educada ou simplesmente ignorar deixando a pessoa totalmente sem reação, pois ela espera um ataque da minha parte e não recebe.</p>
<p>Isso em minha opinião também é Aikidô e fico surpreso como, durante os treinos sem perceber, além das técnicas propriamente ditas aprendemos muito sobre como agimos e pensamos no nosso dia a dia.</p>
<p>Hoje tenho dois anos de treino, e alguns podem até pensar que com este tempo eu deveria estar num grau de faixa mais alto, porém eu penso que temos que sentir nosso momento certo para trocar de faixa, e é assim que fiz desde o começo.</p>
<p>Sempre procuro treinar sem me preocupar tanto com ficar trocando de faixas rapidamente para chegar logo a faixa preta. Prefiro ir devagar e obter o máximo de conhecimento possível em cada nível e quando me sinto seguro, sinto que é meu momento, então ai sim aceito prestar exame para trocar de faixa.</p>
<p>Não sei se esta é a forma mais correta ou mais proveitosa de se treinar, pois ainda sou um iniciante no caminho, porém é desta forma que me sinto mais seguro de estar aprendendo e seguindo o rumo certo.</p>
<p>Agora quanto ao meu histórico no Aikidô, como eu havia dito antes, comecei a treinar em junho de 2008 junto com um colega de trabalho e sempre chegávamos pelo menos meia hora antes do treino e sempre aproveitavamos para treinar as quedas e algumas técnicas.</p>
<p>O tempo foi passando, e num determinado momento precisei parar de treinar para fazer um curso pela empresa, e como fez falta os treinos. E quando voltei, meu colega já havia passado para a faixa amarela e então fui atrás do tempo perdido e no momento certo prestei o exame de faixa, passando e indo para a faixa amarela também.</p>
<p>Os treinos continuaram e num outro momento de minha vida profissional, troquei de emprego, agora um pouco mais longe da academia e com o horário mais apertado.</p>
<p>Deixei, então de chegar cedo nos treinos e comecei a treinar no segundo horário na Liberdade, que na época ainda existia.</p>
<p>Treinar no segundo horário teve seus pontos positivos e negativos. Como havia poucas pessoas treinando não tive a oportunidade de estudar melhor com pessoas de perfis diferentes e percebi como treinar com diversas pessoas de estatura, peso, idade, sexo diferentes é muito importante, pois cada um é um uke e nague diferente do outro.</p>
<p>Por outro lado no segundo horário pude usufruir da atenção quase total do sensei que ministrava a aula, algumas vezes cheguei até a treinar sozinho com ele. Pude ver e estudar detalhes que nunca havia imaginado e pude ver como poderia usar algumas técnicas em situações bem diversificadas.</p>
<p>Porém como o número de pessoas no segundo horário estava muito baixo, os horários foram unificados  em um horário que fosse bom para todos e voltei a treinar com o restante do pessoal, o que foi excelente também pois cada um contribuiu e continua contribuindo mais com meu aprendizado.</p>
<p>Logo chegou o novo exame agora para faixa roxa e mais uma vez aquela rotina de treinos específicos, e agora a complexidade havia aumentada. Fiquei preocupado.</p>
<p>Porém com os treinos constantes e a ajuda de todos, pude mais uma vez fazer o exame e ser aprovado. Mais um passo havia sido dado.</p>
<p>Meu colega que começou a treinar comigo também havia passado de faixa porém logo depois ele precisou parar de treinar por um tempo e me tornei a único faixa roxa do dojo da Liberdade.</p>
<p>Mais um período de treinos e mais uma convocação para exame, agora para faixa verde, porém não me sentia a vontade em prestar, não sentia que era o momento certo, queria aprender mais antes de ganhar mais responsabilidades, então não aceitei a convocação.</p>
<p>Agora, alguns meses depois veio uma nova convocação e agora me sinto mais confortável para prestar. Os treinos específicos começaram, a pressão aumentou, o frio na barriga também, mas com a ajuda de todos espero que este seja mais um novo passo que eu possa dar nesta carreira.</p>
<p>E assim vou caminhando devagar e sempre&#8230;</p>
<p>E sobre aquele meu amigo que me mostrou o Aikidô pela primeira vez, hoje percebo que ele aplicou um bem dolorido Nikyu Ura.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aikidomonografias.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aikidomonografias.wordpress.com/182/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aikidomonografias.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aikidomonografias.wordpress.com/182/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aikidomonografias.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aikidomonografias.wordpress.com/182/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aikidomonografias.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aikidomonografias.wordpress.com/182/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aikidomonografias.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aikidomonografias.wordpress.com/182/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aikidomonografias.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aikidomonografias.wordpress.com/182/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aikidomonografias.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aikidomonografias.wordpress.com/182/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aikidomonografias.wordpress.com&amp;blog=17029938&amp;post=182&amp;subd=aikidomonografias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Aikido por Adriana Pavone</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Dec 2010 13:34:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Granja</dc:creator>
				<category><![CDATA[4º Kyu: faixa roxa]]></category>
		<category><![CDATA[Adriana Pavone]]></category>

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		<description><![CDATA[No inicio de 2009, após uma passagem muito complicada da minha vida, na qual, acumulei uma infinidade de sentimentos e emoções, em um instante imaginei que o que eu precisava era fazer algum tipo de arte marcial, com isso daria alguns socos, muito chutes e resolveria grande parte dos meus problemas. Direto para a internet [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aikidomonografias.wordpress.com&amp;blog=17029938&amp;post=79&amp;subd=aikidomonografias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No inicio de 2009, após uma passagem muito complicada da minha vida, na qual, acumulei uma infinidade de sentimentos e emoções, em um instante imaginei que o que eu precisava era fazer algum tipo de arte marcial, com isso daria alguns socos, muito chutes e resolveria grande parte dos meus problemas.</p>
<p>Direto para a internet e pronto, pesquisei algumas academias através dos estilos mais conhecidos para mim tais como: judô, taekwon-do e boxe, e principalmente perto da minha casa para não ser muito complicado, rapidamente encontrei: “Do Centro ao Movimento” espaço cultural- autoconhecimento e artes marciais. Para ser sincera autoconhecimento naquele momento eu não parecia muito interessada, o que eu “achava” que queria mesmo era treinar uma técnica de luta e como já disse com muito soco, chute e me divertir bastante.</p>
<p>Ao chegar a academia, perguntei sobre o taekwon-do, perguntei se haviam pessoas da minha idade ou eram só crianças, tive todas as informações, porém, provavelmente devido a minha demanda foi feito um convite: “Venha fazer uma aula de Aikido acho que para você vai ser muito bom”.</p>
<p>Acreditando que tudo no final era luta, chute, soco fui para minha primeira aula experimental no horário melhor para mim, segunda-feira 20h30min ou melhor na aula de Aikido.</p>
<p>Nesse dia mesmo, em uma única aula feita percebi que não havia luta e sim uma filosofia, e muito pelo contrário, o que eu achava que queria eu não precisava, por isso fiquei no Aikido pois na verdade o que eu precisava era de autoconhecimento.</p>
<p>Passados quase dois anos muito melhor do que eu queria, hoje vejo que escolhi o Aikido pelo simples fato de percebê-lo como um ato continuo de amor, o que me ajuda a apreciar o outro, a ouvir o que ele tem a me dizer, e assim através do compartilhamento encontrar o caminho correto, da forma mais curta, sem dúvidas e inseguranças através do movimento corporal mais harmonioso para mim e para o outro.</p>
<p>No decorrer desse caminho, do Aikido e também da vida, me deparo com novos problemas, novos golpes, obstáculos, mas com o treino aprendo a encontrar a calma necessária, encontrar o tempo e a tranqüilidade necessária para seguir o melhor caminho.</p>
<p>Entre os ensinamentos do Aikido, um fica muito aparente para os praticantes e também não praticantes, que não há luta, e sim o olhar atento para o outro, o olhar da contemplação, olhar além do individuo que esta a nossa frente e sim poder sentir suas dificuldades, seu medos, sua sabedoria, angustias, alegrias, dores, acertos e erros e só assim recebê-lo de coração aberto.</p>
<p>O Aikido é sustentado pela admiração e pelo respeito, por isso não há luta e sim alinhamento e quanto mais os praticantes de Aikido estão alinhados melhores são suas realizações, mas deixando claro que todos não são iguais e devam ter os mesmos pensamentos, muito pelo contrário no Aikido também somamos as diferenças para se chegar ao melhor resultado para ambos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aikidomonografias.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aikidomonografias.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aikidomonografias.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aikidomonografias.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aikidomonografias.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aikidomonografias.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aikidomonografias.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aikidomonografias.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aikidomonografias.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aikidomonografias.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aikidomonografias.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aikidomonografias.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aikidomonografias.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aikidomonografias.wordpress.com/79/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aikidomonografias.wordpress.com&amp;blog=17029938&amp;post=79&amp;subd=aikidomonografias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Aikido por Lincoln Carvalho de Castro</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 15:09:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Granja</dc:creator>
				<category><![CDATA[4º Kyu: faixa roxa]]></category>
		<category><![CDATA[Lincoln Carvalho de Castro]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu vi que o tema para preparar este texto era genericamente “Aikido”, não consegui pensar em outra coisa, a não ser numa definição. A literatura existente a respeito do Aikido, pelo pouco que eu pude observar nas livrarias, já é bastante extensa. Também pude observar, ao folhear uma ou outra obra, que há sempre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aikidomonografias.wordpress.com&amp;blog=17029938&amp;post=148&amp;subd=aikidomonografias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu vi que o tema para preparar este texto era genericamente “Aikido”, não consegui pensar em outra coisa, a não ser numa definição. A literatura existente a respeito do Aikido, pelo pouco que eu pude observar nas livrarias, já é bastante extensa. Também pude observar, ao folhear uma ou outra obra, que há sempre alguma definição formal e todas elas muito semelhantes.</p>
<p>Se isso é uma regra, eu gostaria de fugir um pouco dela, e fazer como se fosse um depoimento, com a minha própria visão em função do que eu aprendi até agora, mesmo considerando que o tempo de aprendizado ainda não tenha sido relevante. Depois de apenas alguns meses de treino, dizer que se sabe algo sobre uma arte marcial tão complexa e envolvente como é o Aikido, é uma grande pretensão. Por isso, vou apenas refletir sobre os conceitos, técnicas e ensinamentos que eu consegui reter até agora sobre essa arte.</p>
<p>Por falar em arte, me parece que, além do fato da origem do Aikido tenha como pedra fundamental a grande experiência que Ueshiba Morihei (<em>Ô Sensei</em>) adquiriu por intermédio da prática de um número variado de artes marciais, tenho percebido que existe um grande conteúdo filosófico, psicológico, sociológico e cultural, para não mencionar outros conteúdos e contextos, que extrapolam as técnicas empregadas.</p>
<p>Os três ideogramas (<em>kanji</em>) que compõem o termo Aikido dificilmente sugerem que se trata de uma arte marcial.</p>
<ul>
<li><em>Ai</em> : harmonia 合</li>
<li><em>Ki</em> : energia 気</li>
<li><em>Do</em> : caminho 道</li>
</ul>
<p>Eu digo isso porque o termo “arte marcial” pressupõe a preparação ou treino para a guerra, para a luta, com o fim de exterminar o inimigo. Assim, quando eu me deparo com <em>Ai</em> (harmonia), <em>Ki</em> (energia) e o <em>Do</em> (caminho), fico com a impressão que as técnicas desenvolvidas e aprendidas nessa arte, uma vez praticadas com perfeição, nos levam a nos harmonizar com o mundo em que vivemos, fazendo com que nossa energia esteja em sintonia com a energia do meio e do momento em que estamos vivendo. A forma como eu vejo o Aikido e me relaciono com ele dentro e fora do <em>dojo</em>, me faz pensar numa definição que não o descaracterize como arte marcial, mas que acrescente o conceito de arte vital. Penso em arte vital no sentido de trazer para a vida os benefícios proporcionados pela prática já incorporadas nela, tais como a filosofia, a psicologia, a sociologia e a cultura, dentre outros aspectos que vamos incorporando a cada dia de aprendizado.</p>
<p>Além daqueles que acabei de mencionar, a “perspectiva” tem sido para mim um dos exemplos que mais me tem chamado a atenção no dia a dia da prática. À medida que o aprendizado amplia um pouco mais, a perspectiva do problema enfrentando passa a ser mais relevante que o próprio problema. Quando comecei a praticar, demorei para perceber que o Aikido privilegia a sutileza em lugar da força. Entretanto, para que uma determinada técnica seja aplicada com sutileza, torna-se necessária uma reflexão sobre a perspectiva flexível daquilo que está sendo enfrentado. Quero dizer com isso que é preciso estar mental e fisicamente relaxado para conseguir entender sob que perspectiva o problema deva ser observado e, conseqüentemente, tratado. O termo sutileza, no meu entender, é o resultado da harmonia entre a utilização da energia que dispomos no momento da solução do problema e a perspectiva adequada para que ele seja solucionado. Percebo, com isso, que a mesma técnica funciona de forma diferente se aplicada por um mesmo <em>Nague</em> (aikidoka que aplica a técnica) em diferentes <em>Ukes</em> (aikidokas que recebem a aplicação da técnica). Aprendi que isso também é verdade para o mesmo <em>Uke</em> em ocasiões diferentes, dado seu estado de espírito, estado de humor, atenção, concentração, capacidade de se dar ou se entregar a uma determinada situação, num determinado momento.</p>
<p>Eu, particularmente, acreditei durante muito tempo que a força seria uma ferramenta apropriada para solucionar problemas de uma forma geral. Mesmo sabendo que as forças centrífuga e centrípeta tenham papel preponderante na aplicação das técnicas do Aikido, nós principiantes acabamos abusando da força, até percebermos que devemos buscar a sutileza. Para que essas forças, tanto centrípeta quanto centrífuga, tenham seus efeitos exercidos na prática do Aikido e, portanto, com o resultado desejado, é necessário que o <em>Ki</em> aplicado tenha tido sua origem naquilo que nós ocidentais conhecemos como nosso centro de gravidade, ou <em>Hara</em>. É bem verdade que o <em>Hara</em> não é simplesmente o nosso centro de gravidade, mas sim o centro de onde emana nossa energia vital. Para falar de um exemplo de dificuldade do entendimento desse conceito e principalmente da sua aplicação, eu gostaria de comentar um episódio que ocorreu comigo. Num determinado dia de treino, Sensei Kanashiro me pediu que eu o derrubasse por dez vezes sucessivas utilizando somente <em>IrimiNage</em>. Ao final da série eu estava extenuado. Naquele momento Sensei me disse: você está cansado porque está fazendo muita força. <em>IrimiNage</em>, <em>omote</em> ou <em>ura</em>, não importa, é a técnica que eu tenho mais dificuldade de aplicar. Provavelmente por não ter encontrado nela a perspectiva ideal e, portanto, não fazer com que a energia seja harmonizada para uma adequada solução do problema.</p>
<p>Aliás esse é um outro ponto muito interessante. Determinadas técnicas parecem mais bem adaptadas à nossa personalidade, ao nosso estado de espírito ou ao nosso humor naquele momento. Talvez seja por isso que o repertório e leveza de aplicação da técnica quando aplicada pelos mais graduados se mostre tão nitidamente diferente quando comparada com a dos praticantes ainda na sua fase inicial. Ou seja, a prática nos possibilita, pouco a pouco, ir incorporando esse grande conjunto de aspectos que o Aikido abrange.</p>
<p>Pensando não mais apenas no corpo como o único instrumento da prática, <em>Ken</em> e <em>Jo</em> têm sido, para mim, ferramentas fundamentais na absorção de vários desses aspectos comentados até agora, mas principalmente a dinâmica proposta pelos movimentos esféricos que são constantemente aplicados nas técnicas do Aikido. Essa impressionante dinâmica da esfera é o foco da minha leitura atual “Aikido and The Dynamic Sphere – An Illustrated Introduction”, cujos autores são Adele Westbrook e Oscar Rati. A obra, embora de caráter básico, tem sido muito útil para mim na compreensão não só de alguns dos conceitos já mencionados, mas também de outros igualmente importantes como é o caso da circularidade dos movimentos e a importância do domínio do centro. Como se pode perceber os conceitos estão todos sempre muito interligados e dificilmente é possível falar de um detalhe sem falar do todo. Voltando à questão central que propus no início desse parágrafo, os movimentos circulares e espiralados apresentam-se como figuras importantes na convergência da energia <em>Ki</em> emanada pelo <em>Hara</em>, de forma a produzir determinados resultados objetivados pelo <em>Nague</em>, de acordo com a perspectiva apresentada pelo <em>Uke</em>. Para resumir essa última afirmação de modo muito simplificado, eu diria que tudo isso fica muito claro nas aplicações de técnicas flexíveis, como é o caso das situações criadas nos <em>SwariWasa</em>. Essas situações, principalmente naquelas em que tanto <em>Nague</em> quanto <em>Uke</em> já têm algum domínio da arte e podem exercer sua criatividade de acordo com as perspectivas que cada um deles vai apresentando e visualizando de forma rápida e precisa, exercem uma dinâmica de rara beleza plástica e agradável de assistir.</p>
<p>Essa beleza fica incompleta se o <em>Uke</em> não tem domínio das técnicas de <em>Ukemi</em> (queda). Mas <em>Ukemi</em> não é apenas parte da beleza. No meu caso particular, <em>Ukemi</em> tem um significado especial que é a autoconfiança. Essa autoconfiança vai sendo adquirida com o tempo e com a capacidade de adaptação da mente à situação iminente de queda proposta pelo <em>Nague</em>, para que o corpo possa agir ou reagir da forma o menos traumática e com a aterrissagem mais confortável possível. Isso é muito fácil de falar, mas muito difícil de fazer. Até ficar redondo, me parece que vai levar um certo tempo. Tempo para ir quebrando as arestas e poder alçar voos mais altos. Lembrando que o voo é uma técnica de queda que traz uma série de benefícios ao <em>Uke</em>. A vontade de voar é enorme, entretanto a autoconfiança requerida no voo é ainda maior e precisa ser trabalhada com uma boa dose de paciência.</p>
<p>É preciso fazer uma menção muito especial ao contexto pedagógico em que se dá o ensino e o aprendizado do Aikido. Eu nunca tinha visto, nem muito menos vivido qualquer situação que pudesse qualificar como semelhante a essa experiência. A dedicação do sensei, dos senpai e dos colegas é algo que muito impressiona. O carinho, o cuidado físico e psicológico, o trabalho, a repetição, a atenção para o detalhe, o ambiente alegre e descontraído, o clima de compromisso e comprometimento, são alguns dos adjetivos que, em minha opinião caracterizam e fazem do aprendizado do Aikido uma coisa extremamente prazerosa. Se conseguíssemos levar essa excelência pedagógica para nossas casas, famílias, amigos, empresas, clientes, enfim para todos os ambientes em vivemos, certamente faríamos do mundo um lugar muito melhor.</p>
<p>Essa arte, marcial ou vital ou ambas, é ainda jovem e parece não somente atrair, mas também incorporar novos conceitos, observações e práticas que fazem com as técnicas sejam adaptadas e aprimoradas com um importante conteúdo proveniente de cada um de seus praticantes. Uma mesma técnica apresentada por mais de um faixa preta tem sempre características diferentes entre si na sua execução. Cada um deles ensina de modo diferente e com resultado diferente. Assim, vamos incorporando detalhes diferentes, usos diferentes, enfim meios e resultados diferentes, implicando no engrandecimento dessa arte.</p>
<p>Para concluir esse meu depoimento, como o tema é muito vasto e em constante evolução, penso que posso dizer que o Aikido é uma arte marcial dedicada a harmonizar a energia vital de maneira a humanizar e assim melhorar nossas relações humanas.</p>
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		<title>O Passado nos trouxe ao Presente, e Este é o nosso Futuro por Alexei A. Caio</title>
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		<pubDate>Mon, 03 May 2010 14:35:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Granja</dc:creator>
				<category><![CDATA[•2º Dan]]></category>
		<category><![CDATA[Alexei A. Caio]]></category>

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		<description><![CDATA[Como o instrumento das monografias é utilizado no desenvolvimento pessoal? Elemento de criação individual que algumas vezes é corrompido por opiniões externas e pesquisas mais superficiais. Mas em grande parte a criação da monografia traz uma certa compreensão do que se está sentindo e mais ainda daquilo que o praticante deseja ao treinar Aikido. A [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aikidomonografias.wordpress.com&amp;blog=17029938&amp;post=73&amp;subd=aikidomonografias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como o instrumento das monografias é utilizado no desenvolvimento pessoal?</p>
<p>Elemento de criação individual que algumas vezes é corrompido por opiniões externas e pesquisas mais superficiais. Mas em grande parte a criação da monografia traz uma certa compreensão do que se está sentindo e mais ainda daquilo que o praticante deseja ao treinar Aikido.</p>
<p>A Monografia é mais um instrumento criado e nomeado para se fazer entender. Temos outras formas de monografias e expressões: quadros, desenhos, móbiles, sho-dô, pinturas sumiê &#8230; alguma forma de expressar o crescimento da consciência no autor da obra.</p>
<p>Quem me dera ter em um exame de graduação monografias de obras de arte, fonte de criação arquitetônica, pinturas sumiê que retratam serenamente o crescimento pessoal do autor entre outras expressões.</p>
<p>O texto é a forma mais simples – será ? – de expressar o desenvolvimento do Ser, da consciência. Colocar isso no papel atrai para você o conceito da responsabilidade, da bagagem que isto vai lhe trazer e chama a atenção para a consciência da sua pessoa.</p>
<p>Alguns temas foram sugeridos ao longo desses anos de treinamento em Aikido.</p>
<p>Logo de para a Faixa Roxa temos o tema : “<strong>O Aikido</strong>”; Para o praticante faixa amarela, que teve alguma vivência nesta arte marcial. Já ouvi algumas definições de faixa amarela: o faixa amarela acha que sabe algo, pratica como se soubesse alguma coisa mas na realidade ainda está passando por uma fase. Perguntar-lhe sobre o AIKIDO é algo necessário para trazer-lhe consciência do que ele está praticando.</p>
<p>Já para a Faixa Verde temos : “<strong>O Aikido na Minha Vida</strong>”; Bem, se o faixa amarela consegui passar pela depressão pós exame de faixa amarela, ele está apto a descobrir agora com essa nova passagem mais um grande desafio; Serão novos movimentos que depois do susto da novidade das chaves veem a acrescentar e crescer.</p>
<p>Para a faixa Azul temos o seguinte tema : “<strong>O Aikido como Instrumento de Articulação Social</strong>”. Já era tempo de percebermos que o Aikido começa a mexer com o corpo, depois chega à mente e em algum momento depois começa a interferir no seu comportamento para com o próximo. Isso é pedido ao faixa Verde que almeja a faixa Azul.</p>
<p>Bem chegamos à faixa Marrom! Como o tema: ”<strong>Aikido – Do Centro <em>Ao Movimento</em></strong>”; Engatinhamos, começamos a andar, aprendemos a correr e agora vamos fazer isso consciênte. O faixa Marrom já começa a improvisar com percepção, tem repertório e sabe aquilo que prática, vamos ver !</p>
<p>E por último : “<strong>Cidadão Faixa Preta</strong>”; É o tema pedido para o praticante que almeja a faixa preta. É muito interessante que percebemos a nossa evolução técnica e com esse repertório podemos imporvisar mais ainda. Técnicamente falando temos agora algumas armas (Jo e Boken) que nos darão uma idéia do próximo salto que teremos que fazer.</p>
<p>As técnicas já estão nas mãos, é hora de incrementar o repertório, estudar um pouco mais.</p>
<p>Ao chegar até aqui, provavelmente demorou 10 anos. Não desanime pois o básico você acabou de aprender e agora é esperar para o próximo salto no teu crescimento.</p>
<p>Depois de tudo isso explanado, podemos sim entender que os próximos saltos não se darão na técnica e sim no seu comportamento, relaxamento&#8230;..e mente.</p>
<p>Não em poucos os casos, mas dentro do nosso espírito, ultrapassa os limites da pessoa e chega a tocar em outras esferas. O do coletivo.</p>
<p>De “Porque eu faço Aikido?” para “Porque nós fazemos Aikido?” e assim por diante.</p>
<p>Durante as vivências de despertar a consciência, conseguir “Estar no Presente” nos auxilia em muito. O “Estar no Presente” é um instrumento (máximo) de consciência.</p>
<p>E por vivência, o AIKIDO é a expressão de se estar no presente. Não estando no presente (passado – o que eu fiz ; futuro – o que eu farei) pode trazer alguns infortuitos para o praticante, ou através de algum acidente, ou através de alguma incompreensão de técnicas e sentimentos.</p>
<p>Sobre os acidentes, ou seja, sobre a falta de atenção na realização das técnicas, os praticantes se auto-regulam e se distribuem a ponto de quase neutralizar esse fenômeno. Porém a incompreensão é de caráter pessoal. Concentração, paz e tranqüilidade são necessários para que o praticante consiga atravessar esse estágio.</p>
<p>Como essa ferramenta surge em meios tão devastadores e agressivos ?</p>
<h2><strong><span style="text-decoration:underline;">Do Passado ao Futuro</span></strong></h2>
<p><em><span style="text-decoration:underline;">Passado</span></em></p>
<p>Um pouco de história para tornar a técnica um veículo de sensações e crescimento.</p>
<p>O fundador do AIKIDO estudou outras artes marciais.</p>
<p>O início marcial: Morihei Ueshiba tinha vasto conhecimento marcial em diversas escolas abaixo enumeradas :</p>
<ol>
<li>Estilo Kodokan de judô e escola Gotô ;</li>
<li>Yaggu ryu jujutsu, Menkyo kaiden ;</li>
<li>Daito &#8211; Ryu Aikijujutsu &#8211; shihandai;</li>
<li>Tenshinyo-ryu Jiujitsu ;</li>
<li>Kito-ryu ; Ju-jutsu , como discípulo de Takisabuto Tojawa ;</li>
<li>Aioi-ryu ;</li>
<li>Shinkage-ryu ;</li>
<li>Hozoin-ryu ;</li>
<li>Sojitsu (Técnicas com Lanças);</li>
<li>Kendo ;</li>
<li>Ken-Jutsu, com o mestre Masamatsu Nakai, líder da escola Yagin      Shinkage;</li>
<li>E Oomoto-kyo, meditação chinkon kishin (acalmar o espírito) ;</li>
</ol>
<p>Bem inúmeras artes marciais e uma em específico o atraiu pela eficiência.</p>
<p>Salvo algum acréscimo temos a origem marcial do AIKIDO na arte marcial chamada DAITO RYU AIKI JUJUTSU.</p>
<p>Construída para o Samurai ter a mesma eficiência sem a espada, esta arte se torna uma arte de combate feroz, dura e áustera. Tanto como outras que eram companheiras na época de sua formação, mencionadas acima.</p>
<p><em>Segue um calendário bibliográfico para que o leitor entenda a criação do AIKIDO.</em></p>
<p><em> </em></p>
<h2><strong><span style="text-decoration:underline;">Calendário Biográfico</span></strong></h2>
<p><strong>1883 </strong>– 14 de DEZ – Nascimento de <strong>Morihei Ueshiba </strong>;</p>
<p><strong>1890</strong> – Prática de Sumô e Natação ; &#8211; <strong>7 anos</strong></p>
<p><strong>1890 &#8211; </strong>Já tinha estudado com o monge Fujimoto ;- <strong>7 anos</strong></p>
<p><strong>1893 &#8211; </strong>Estudará Zen Budismo no templo Homanji – <strong>10 anos</strong></p>
<p><strong>1896 &#8211; </strong>Foi admitido na recém estabelecida Escola Colegial do Distrito de Tanabe ; &#8211; <strong>13 anos</strong></p>
<p><strong>1897 &#8211; </strong>Ueshiba aprendeu Tenshinyo-ryu Jiujitsu, Kito-ryu, Yagyu-ryu, Aioi-ryu, Shinkage-ryu, todas formas de Jiujitsu. Praticou também Hozoin-ryu, Sojitsu e Kendo – <strong>14 anos</strong></p>
<p><strong>1903</strong> – Alistamento no 37º Regimento da Quarta Divisão de Osaka ; <strong>- 20 anos</strong></p>
<p><strong>1907</strong> &#8211; Retorna a Tanabe tendo neste período praticado o estilo Yaggu ryu jujutsu, nesta arte Ueshiba conseguia seu primeiro Menkyo kaiden ; &#8211; <strong>24 anos</strong></p>
<p><strong>1912</strong> &#8211; Morihei Ueshiba vai para Shirataki e Hokkaido, liderando um grupo de 59 famílias para criar uma comunidade agrícola – <strong>29 anos ;</strong></p>
<p>Neste período, O-Sensei encontrara por acaso numa hospedaria em Hokkaido com o extraordinário mestre do estilo Daito &#8211; Ryu Aikijujutsu, Sokaku Takeda.</p>
<p><strong>1913 &#8211; </strong>Ao se estabelecer em Hokkaido, encontrou <strong>Sokaku Takeda</strong>, Sensei do clã Aizu, considerado por muitos como um dos últimos samurais ainda vivos do Japão. Ele ensinava Daito-ryu Jijitsu. Morihei sentiu algo como que uma inspiração ; &#8211; <strong>30 anos</strong></p>
<p><strong>1916 &#8211; </strong>o Mestre Ueshiba recebeu o título de mestre em Dayto-ryu jiujutsu ; &#8211; <strong>33 anos</strong></p>
<p><strong>1917</strong> &#8211; Mestre Ueshiba acompanhou <strong>Sokaku Takeda </strong>por seminários em todo o país ; &#8211; <strong>34 anos</strong></p>
<p><strong>1919 – Em NOV</strong>, saiu de Hokkaido, retornando a Tanabe, encerrando após oito anos seu período em Shiratake ; &#8211; <strong>36 anos</strong></p>
<p><strong>1919 &#8211; Até DEZ</strong> fica em Ayabe &#8211; <strong>Onisaburo Deguchi</strong>, famoso por suas técnicas de meditação chinkon kishin (acalmar o espírito), residia nas proximidades de Ayabe. Morihei decidiu visitá-lo – <strong>36 anos</strong></p>
<p><strong>1920</strong> &#8211; <strong>Yoroku Ueshiba, seu pai, </strong>veio a falecer em 2 de Janeiro, com a idade de 76 anos ; &#8211; <strong>37 anos</strong></p>
<p><strong>1920 a 1928</strong> &#8211; Decidiu mudar-se para Ayabe, em busca de uma vida mais espiritual, sob supervisão de <strong>Onisaburo Deguchi</strong>.</p>
<p><strong>1921 &#8211; </strong>Abre então seu primeiro dojô. E junto com sua família muda-se para a sede da seita Omoto-kyo em Ayabe (próximo a Kyoto). Lá a Academia Ueshiba foi fundada, com Morihei ensinando Daitô-ryu Aikijujutsu a seguidores da Omoto-kyo – <strong>38 anos</strong></p>
<p><strong>1922 &#8211; </strong>Ueshiba convida Sokaku para uma estada de 6 meses em Ayabe, foi durante esse período que Sokaku deu-lhe a permissão para atuar como instrutor (shihandai) de Daito-ryu Aikijujutsu ; &#8211; <strong>39 anos</strong></p>
<p><strong>1922 &#8211; </strong>Essa aproximação foi chamado de &#8220;aiki-bujutsu&#8221;, mais conhecida pelo público em geral como Ueshiba-ryu aiki-bujutsu – <strong>39 anos</strong></p>
<p><strong>1924 – 13 de FEV &#8211; </strong>partiu secretamente de Ayabe com Onisaburo, em direção à Manchúria e Mongólia, numa busca de um local sagrado, onde pudessem estabelecer um novo governo mundial baseado em conduta e princípios religiosos.- <strong>41 anos</strong></p>
<p><strong>1924 – 20 de JUNHO &#8211; </strong>Se encontraram cercados pelo exército Chinês, que esperava para prendê-los. Morihei, Onisaburo e outros quatro foram sentenciados à morte. Afortunadamente, momentos antes da execução, um membro do Consulado do Japão interveio, assegurando sua liberação e retorno seguro e imediato ao Japão. – <strong>41 anos</strong></p>
<p>A expedição à Manchúria e Mongólia o afetou profundamente, particularmente</p>
<p><strong><em>1925 – Primavera &#8211; </em></strong><em>Morihei se encontrou com um oficial naval e mestre de kendô. Aceitou o desafio do oficial e o derrotou sem lutar, conseguindo simplesmente sentir de qual direção os ataques estavam vindo antes que o oficial pudesse tocá-lo com o bastão. Imediatamente após esse encontro, foi lavar-se num poço próximo, onde sentiu uma serenidade completa em seu corpo e espírito. De repente sentiu que estava banhando-se em uma luz dourada que vinha do céu. Foi uma experiência sem igual para ele, uma revelação onde sentiu-se renascer, transformando seu corpo e mente em ouro. Ao mesmo tempo a união de seu ser com o universo tornou-se clara para ele, compreendendo assim um por um todos os outros princípios filosóficos nos quais o Aikido se baseia. Eis aqui, em suas próprias palavras, o acontecido: &#8220;Tive a sensação de que o Universo inteiro entrava em vibração e uma energia de cor dourada se elevava da terra e se enrolava como um novelo no meu corpo, transformando-o em dourado. Nesse instante meu corpo e meu espírito tiveram uma clara consciência do pensamento de Deus, o criador do Universo&#8221;.</em></p>
<p><em>Naquela ocasião percebeu que o mundo inteiro era seu lar e de que o sol, a lua e as estrelas lhe pertenciam, libertando-se, assim, de todo o desejo de poder, fama e riqueza. A partir de então, quando se levantava ao alvorecer, rendia homenagem à Natureza e fazia esta oração:</em></p>
<p><em>&#8220;Este meu coração está agora outra vez novo e vou oferecê-lo aos meus irmãos em vida&#8221;. Para Ueshiba, o Budo não consiste em abater o adversário pela força, nem tampouco é um instrumento para conduzir o mundo à destruição pelas armas. O verdadeiro Budo consiste em aceitar o espírito do universo, em manter a paz no mundo, em produzir, proteger e cultivar convenientemente todas as coisas da natureza. – <strong>42 anos </strong></em></p>
<p><strong>1925 – Outono &#8211; </strong>Morihei foi convidado a visitar o Almirante em Tóquio. Hospedou-se na residência do <strong>ex-Primeiro Ministro, Gombei Yamamoto</strong>, onde deu uma demonstração de arte marcial para várias autoridades, deixando a todos muito impressionados. Morihei também ensinou artes marciais por vinte e um dias no Palácio da Coroa do Principado. – <strong>42 anos</strong></p>
<p><strong>1926 – Primavera &#8211; </strong>A convite do <strong>Almirante Takeshita</strong>, retornou a Tóquio. Deu aulas na Côrte Imperial e no Ministério do Funcionalismo Imperial, treinando tanto pessoas da marinha, exército e pessoas que trabalhavam com empresas no mundo das finanças. – <strong>43 anos</strong></p>
<p><strong>1927 – FEV – </strong>Ao receber novo convite do <strong>Almirante Takeshita</strong>, sentiu que não teria outra alternativa senão deixar Ayabe pela terceira vez. Com a benção de <strong>Onisaburo</strong>, mudou-se permanentemente para Tóquio, canalizando todas as suas energias para estabelecer-se como um mestre em artes marciais na capital. – <strong>44 anos</strong></p>
<p><strong>1930 – Outubro &#8211; </strong>Enquanto os trabalhos estavam começando, instalou um dojô temporário em Mejirodai, onde recebeu a visita de <strong>Jigoro Kano</strong>, o fundador do judô e chefe do Kodokan. Kano fico impressionado pelas técnicas de Morihei, elogiando-o muito e dizendo, &#8220;Esse é meu budô ideal&#8221; e enviou dois discípulos para aprender com O-Sensei, <strong>Jiro Takeda</strong> e <strong>Minoru Mochizuki</strong>. – <strong>47 anos</strong></p>
<p><strong>1930 &#8211; </strong>Ao conseguir uma casa maior nos subúrbios de Ushigome, Wakamatsu-chô, iniciou a construção de seu novo dojô. – <strong>47 anos</strong></p>
<p><strong>1930 – </strong>O <strong>General Makoto Miura </strong>incrédulo sobre o novo budô criado por Morihei, visitou o novo dojô com o objetivo único de derrotá-lo. Morihei superou completamente a expectativa de <strong>Miura</strong>, que acabou inscrevendo-se como aluno na mesma hora. – <strong>47 anos</strong></p>
<p><strong>1931 – Abr &#8211; </strong>Um novo aiki-budô dojô em grande escala com oitenta tatamis, inaugurado como Kobukan, foi terminado em Wakamatsu-chô, no mesmo local onde se localiza o dojô principal nos dias de hoje. – <strong>48 anos</strong></p>
<p><strong>1933 – </strong>É escolhido para ser Presidente da Associação para Promover as Artes Marciais Japonesas ; &#8211; <strong>50 anos</strong></p>
<p><strong>1935 &#8211; </strong>Morihei se tornou muito famoso em todo o mundo das artes marciais. Mais ainda por seu aprendizado e domínio de várias artes marciais Japonesas, virou alvo da atenção pública geral pela notável natureza de sua criação, &#8220;a união do espírito, da mente e do corpo&#8221; em aiki, previamente chamada de aiki-budô. – <strong>52 anos</strong></p>
<p><strong>1939 &#8211; </strong>Morihei foi convidado a ir à Manchúria, para participar de uma exibição de artes marciais. Lá enfrentou o ex-lutador de Sumô Tenryu, imobilizando-o com um dedo. &#8211; <strong>56 anos</strong></p>
<p><strong>1942</strong> &#8211; Durante a guerra, ele decidiu abandonar toda suas tarefas públicas e tornou-se novamente fazendeiro – <strong>59 anos</strong></p>
<p><strong>1943 </strong>- O término do santuário principal do templo Aiki – <strong>60 anos</strong></p>
<p><strong>1961</strong> &#8211; O-Sensei faz sua primeira visita ao exterior após a segunda guerra, indo para o Havaí, inaugurando um Dojô ; &#8211; <strong>78 anos</strong></p>
<p><strong>1967</strong> &#8211; Um novo dojo foi aberto em Tókio, o atual <strong>Hombu Dojo – 84 anos</strong></p>
<p><strong>1969</strong> – Em <strong>25 de JAN</strong>, ele fez sua última demonstração de Aikido no Hombu Dojo, doente com câncer no fígado ; &#8211; <strong>86 anos</strong></p>
<p><strong>1969</strong> – Em <strong>26 de abril</strong> ele veio a falecer, aos 86 anos de idade – <strong>86 anos</strong></p>
<p>Agora um pouco sobre o<strong> DAITO RYU AIKI JUJUTSU:</strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;">O Dayto-Ryu data da era Kamakura (1187-1333) e acredita-se que foi desenvolvido por Minamoto Yoshimitsu que transmitiu à sua família e foi passando de geração em geração até que com o correr dos tempos chegou ao clã Takeda.</span></em></strong></p>
<p>No Japão o que popularmente conhecemos hoje como Daito-Ryu é na verdade, uma reunião de várias idéias sobre Aiki jutsu.</p>
<p>Dentre eles o estilo de Sokaku Takeda se tornou o mais popular dentre as formas de uso de In Yo Aiki Jujutsu pela sua peregrinação em seminários por todo o Japão.</p>
<p>Daito-Ryu como hoje se concebe na linhagem de Sokaku são modificações feitas pelo próprio Sokaku Takeda, ou seja a técnica foi modificando-se conforme quem a recebia.</p>
<p>Shinra Saburo Takeda Yoshimitsu é considerado o pai destas técnicas no Japão.</p>
<p>Dele, muitos aprenderam sua estratégia (Hyoho) do uso dos sentimentos e poder magnetismo animal (Aiki), é quase que impossível citar todas as derivações dada as transformações sociais e na técnica, mas hoje praticamente existem só no Japão uns 180 grupos que praticam o Aikijujutsu e de alguma forma direta ou indiretamente são ligados os Daitoryu de Takeda por ser ele um dos que mais mantiveram a técnica em atividade.</p>
<p>Portanto praticamente todos tinham uma ligação com o Fundador.</p>
<p>Lendo atentamente a biografia de O-Sensei percebe-se que após um amplo repertório de técnicas de artes marciais é com o DAITO RYU Aikijujutsu que Mohirei Ueshiba descobre um Jutsu (arte para a guerra) ideal em 1913 com 30 anos de idade..</p>
<p>Em 1919 com 36 anos de idade Mohirei Ueshiba conhece <strong>Onisaburo Deguchi.</strong></p>
<p>Onisaburo Deguchi era líder da Oomoto em 1919, quando <a href="http://www.aikidohonno.com.br/fundador.shtml">Sensei Morihei Ueshiba</a> pela primeira vez contatou-o durante sua pequena estadia em Ayabe,. Esse encontro veio a causar uma impressão em <a href="http://www.aikidohonno.com.br/fundador.shtml">Sensei Morihei Ueshiba</a>, a ponto de mudar sua crença religiosa anterior que era Shinto para essa, mas também essa religião contribuiu muito para a parte filosófica do Aikido.</p>
<p><em>E como surge a Oomoto ?</em></p>
<p><em>Eis aqui um pouco mais de historia da Oomoto.</em></p>
<p><em>Onisaburo Deguchi (1871-1948) foi o homem que desenvolveu a religião Oomoto junto com sua sogra Nao Deguchi, que fundou essa religião após algumas notáveis experiências religiosas nos anos de 1890.</em></p>
<p><em>Kototama que significa o espírito das palavras, é uma arte esotérica da qual é incorporada na religião Oomoto, onde trabalha-se com diferentes pareceres e princípios. Foi Onisaburo Deguchi herdou essa habilidade de sua mãe, que por sua vez, tinha aprendido essa arte com seu pai. Kototama faz uso dos símbolos do círculo, quadrado e triângulo, metáforas bem conhecidas no Aikido, onde usa-os nas explicações dos princípios do <a href="http://www.aikidohonno.com.br/sobreoaikido.shtml">AIKIDO</a>.</em></p>
<p><em>Oomoto, finalmente é uma religião que gradualmente emanou através de experiências vividas esforços de Nao e Onisaburo Deguchi. Alcançou o auge nos anos de 1920 e 1930 com aproximadamente 2 milhões de membros, mas devido a perseguições por parte do regime militarista japonês naquela época, no qual templos da Oomoto foram demolidos, hoje esse número esta por volta de 200.000 membros, porém crescendo.</em></p>
<p><em>A religião Oomoto foi fundada por Nao Deguchi, 1836-1918, uma mulher que teve uma educação problemática, tanto quanto uma vida cheia de severas e precárias circunstâncias. Até mesmo sua juventude foi dito que ela escutava vozes. Em 1892, ela entrou em contato com &#8220;O Outro Mundo&#8221;, e teve uma experiência religiosa. Nao Deguchi disse após isso, que tinha se tornado uma Kojin, supremo Deus do Amor que conduziria a humanidade a era da paz e prosperidade. Dentre outras coisas Nao Deguchi fez pronunciamentos sobre esse Kojin, ao mesmo tempo atraindo atenção das pessoas e após algum tempo, Kojin pediu a analfabeta Nao Deguchi anotar, o qual ela fez , mesmo sem saber escrever. Ela escreveu o ditado numa maneira automática num simples katakana como em transe, e após diversos anos esses textos, chamados ofudesaki, preencheu inúmeras páginas.</em></p>
<p><em>Rumores sobre clarividência, e de suas habilidades em curar doenças espalharam, e um pequeno grupo de seguidores juntaram a Nao Deguchi em Ayabe. Em 1898, um rapaz de 27 anos chamado Kisaburo Ueda se aproximou de Nao Deguchi. A mãe desse rapaz era uma mulher bem educada, uma habilidosa poetisa em Kototama. Ueda era um rapaz, inteligente, porém criado sob precárias condições. Quando seu pai faleceu em 1897, ele esteve em crise. Ele se retraiu por um tempo numa floresta, e numa caverna, onde teve esclarecidas experiências. Forte desde então, ele decidiu sair e salvar o mundo.</em></p>
<p><em>A primeira vista, todos o achavam um tapado, mas depois de ser estudado por um renomado espiritualista, um certo Nagasawa, ele se tornou mais respeitado. Um dia, dizem que ele escutou uma voz que o obrigou a mudar-se para o oeste. Durante uma parada numa casa de chá, ele se apresentou como Saniwa, candidato a algum tipo de avaliador espiritual.&#8221;Que sorte&#8221;, a proprietária da casa de chá disse, &#8220;Minha mãe é uma médium do Deus Kojin!&#8221;. Ueda então conheceu Nao Deguchi, que na ocasião era uma velha senhora. Ueda era ao mesmo tempo jovem e cheio de energia e vigor. Ele subsequentemente mudou-se para Ayabe e casou-se com Sumi, filha de Nao Deguchi e desde então adotou o nome para Onisaburo Deguchi. Onisaburo Deguchi trabalhou arduamente junto a Nao Deguchi e outros para difundir sua nova escola espiritual.</em></p>
<p><em><a href="http://www.aikidohonno.com.br/fundador.shtml">Morihei Ueshiba</a>, o fundador do Aikido, foi um devoto fiel da Oomoto por uns 40 anos, até sua morte em 1969. Na maioria dos centros da Oomoto, nos encontramos dojos de <a href="http://www.aikidohonno.com.br/sobreoaikido.shtml">Aikido</a>, e isso é uma herança do primeiro dojo em Ayabe, o Ueshiba Juku. Onisaburo Deguchi e Morihei Ueshiba foram muitos amigos e Onisaburo sugeriu que Morihei Ueshiba abrisse seu primeiro dojo afim de lapidar o espírito dos fiéis da Oomoto.</em></p>
<p><em>O mundo do Aikido não é o mesmo mundo do Aikijujutsu, e muitas partes das diferenças que se podem ser observadas hoje, são devido a influência de Onisaburo em Morihei Ueshiba. Também na parte filosófica do Aikido, muitas coisas ou quase tudo deriva da Oomoto. Por exemplo a conversa sobre princípios universais e internacionais tanto no Aikido como na Oomoto, a conversa sobre a importância do círculo, quadrado e do triângulo etc, mas também sobre o amor e a paz. Há também indícios que foi Onisaburo Deguchi que surgeriu o acréscimo de Aiki ao nome de Daito-Ryu Jujutsu, que primeiro se tornou Aikijujutsu, e então após a separação dos caminhos entre Morihei Ueshiba e <a href="http://www.aikidohonno.com.br/takeda.shtml">Sokaku Takeda</a>, desenvolveu-se o nome Aikido, paralelamente a direção do Daito-Ryu Aikijujutsu, que existe e se treina até hoje. Mas, disso nós não podemos ter certeza, uma vez que parece ter existido um velho tipo de tradição de um componente Aiki dentro do Daito-ryu.</em></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Agora temos bem explicado a origem do AIKIDO e suas fontes marciais e filosóficas.</p>
<p>Uma pergunta fica no ar quando pensamos nesta origem!</p>
<p>Que arte se funde com que arte ? O que se funde com o que ?</p>
<p>Todas estas informações datam de 1930. E hoje qual é a realidade do AIKIDO ?</p>
<p>Insipientes foram os passos de Mohirei Ueshiba e Onisaburo Deguchi no caminho da consciência e auto conhecimento.</p>
<p>Foi com eles que começamos a Nos descobrir dentro das artes marciais. E acabamos por utilizá-las como ferramentas para o auto conhecimento.</p>
<p>Deixo aqui perguntas :</p>
<p>O que você vai fazer se você se conhecer melhor? – O Eu ;</p>
<p>O que nós vamos fazer se nos conhecermos melhor ? – O Coletivo ;</p>
<p>Dentro de todo esse caminho de consciência a arte marcial física é apenas nosso primeiro degrau no caminho.</p>
<p>Quais serão os próximos degraus ? Para onde irá esse caminho ? Espiritual, meditativo?</p>
<p>Dentro das artes marciais lembro-me muito dos seguintes conceitos :</p>
<p>JUTSU e DO ;</p>
<p>Uma outra forma de avaliar a evolução do conceito marcial é ver e perceber a diferença entre estes conceitos.</p>
<p>O <strong>Jutsu</strong> significa : Arte para a Guerra ; &#8211; Passado ;</p>
<p>Enquanto o <strong>Do</strong> : Caminho Espiritual ; &#8211; Futuro ;</p>
<p><em><span style="text-decoration:underline;">PRESENTE</span></em></p>
<p>Podemos perceber que caminhando do JUTSU para o DO, ainda temos muito a aprender e desenvolver. Hoje contamos em diversas modalidades de artes marciais uma variante entre o JUTSU e o DO. Seria mais próximo de um caminho intermediário.</p>
<p>Porque não podemos simplesmente praticar o JUTSU?</p>
<p>Porque nossos valores mudaram e nossas formas de sobreviver também acompanharam essa mudança.</p>
<p>E ainda temos muito que treinar, descobrir, sentir e Estar para chegarmos ao DO.</p>
<p>Nessa caminhada descobrimos formas que nos permitam cobrir nossas expectativas e ansiedades com competições e regras para que o JUTSU seja aplicado mas também poupe a vida do “adversário”.</p>
<p>E o DO, como chegaremos lá ?</p>
<p>Muito treino, muita consciência de si mesmo e consciência do grupo.</p>
<p>Já estamos mudando de esfera de reconhecimento e de influência. Passamos a “tocar” em pessoas! Estamos ensinando não somente a arte marcial Aikido, estamos dando ferramentas para que o individuo possa se descobrir mais e com isso estar consciente junto com os demais.</p>
<p>O que temos hoje em AIKIDO no mundo, seus estilos e escolas ?</p>
<p><strong><em>Aikikai: </em></strong><em>A maior e principal organização, comandada por Kishomaru Ueshiba (nascido em 1921), filho do fundador. Tem sede em Tokyo, no Hombu Dojo, que é dirigido por Moriteru Ueshiba, neto do fundador. A Federação Internacional de Aikido &#8211; Aikikai comanda as ações do Aikido a nível global. Dentro da Aikikai existem estilos definidos, como:</em></p>
<p><strong><em>Hombu Dojo: </em></strong><em>movimentos rápidos e fluidos, praticados por Moriteru e Kishomaru. </em></p>
<p><strong><em>Aikido Clássico, </em></strong><em>inspirado no exemplo de Rinjiro Shirata (1912-1993), favorece o profundo desenvolvimento espiritual e aprendizado. </em></p>
<p><strong><em>Estilo Iwama: </em></strong><em>Ensinado por Morihiro Saito (nascido em 1928), usa muito o aiki-ken (espada) e aiki-jo ( bastão), tendo uma correção quase obssessiva da técnica. </em></p>
<p><strong><em>Estilo Nishio: </em></strong><em>Um sistema composto criado por Shoji Nishio, que estuda as relações do Aikido com Iai-do, karatê e outras artes marciais.</em></p>
<p><strong><em>Ki Society: </em></strong><em>Escola estabelecida por Koichi Tohei, após sua separação do Aikikai em 1947. Põe muita ênfase no KI. Tohei criou muitos exercícios para testar o KI dos praticantes. O estilo, em general, é suave e relaxado. </em></p>
<p><strong><em>Yoshinkan Aikido: </em></strong><em>O Aikido &#8220;duro&#8221; de Gozo Shioda. Tem os movimentos mais estáticos, e utiliza muito atemi. O treinamento é mais ao estilo militar</em></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Tomiki: </em></strong><em>Kenji Tomiki (1900-1979), um dos primeiros estudantes de Aikido, era também graduado em Judo, e tentou combinar Aikido e Judo (contra a expressa vontade de O-Sensei). Incluiu a possibilidade de competições de Aikido. </em></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Yoseikan: </em></strong><em>Minoru Mochizuki, que treinou com O-Sensei durante alguns anos, criou o Yoseikan Budo, um rigoroso sistema de auto-defesa. </em></p>
<p>E depoisdisso qual o futuro do AIKIDO?</p>
<p><em><span style="text-decoration:underline;">FUTURO</span></em></p>
<p>Dentro do AIKIDO temos possibilidades de caminho;</p>
<p>Caminho pessoal :</p>
<p>No desenvolvimento técnico, com a vivência de mais técnicas e mais passagens diferentes e novas;</p>
<p>No desenvolvimento do Eu em parte de um Todo.</p>
<p>E no desenvolvimento da pessoa fisicamente, plena saúde física e mental.</p>
<p>Caminho Coletivo :</p>
<p>Onde podemos perceber a existência do Nós, como centro divulgador de conceitos e novas idéias;</p>
<p>E perceber o Eu como parte desse Coletivo ;</p>
<p>Caminho impessoal :</p>
<p>Podemos utilizar o AIKIDO como elemento de Meditação ;</p>
<p>Ao viver o AIKIDO sem julgamentos estamos colaborando para o desenvolvimento de ambos os praticantes.</p>
<p>Utilizar o AIKIDO como caminho para mexer no ambiente ;</p>
<p>E Estar com o Aikido como a melhor ferramenta física de ligação entre o Físico e o Espiritual.</p>
<p><em>“Na antiguidade a Arte Marcial era conhecida com Buguei (Arte da Guerra) e eram frias e cruéis técnicas de guerra usadas pelos guerreiros para matar.</em></p>
<p><em>No passar dos anos e graças à chegada de esses seres especiais que surgem e mostram sabedoria e produzem mudanças significativas na evolução de todas as coisas e neste caso das artes marciais , desta maneira o Budismo, o Zen e o Shinto chegaram com um código militar baseado na moral e na honra. Tal pensamento abriu as portas de acesso a procura da espiritualidade desejando não ser BUGUEI para passar a ser BUDO.”</em></p>
<p><strong><em>Árvore genealógica do surgimento do AIKIDO</em></strong></p>
<p>Shinra Saburo Minamoto No Yoshimitsu (1045-1127)<br />
Takeda Harunobo “Shingen” (1521 – 1573)<br />
Takeda Kunitsugu</p>
<p>Lorde Hoshina Masamori (Oshikiuchi) (1643)<br />
Takeda Soemon (1758 – 1853)<br />
Takeda Sokichi<br />
Saigo Tanomo (1829 – 1905)<br />
Shida Shiro (1866 – 1922)<br />
Sokaku Takeda (1858 &#8211; 1943)<br />
Morihei Ueshiba (1883 – 1969)<br />
Kisshomaru Ueshiba(1921 – 1999)<br />
<strong> Moriteru Ueshiba (1951 &#8211; )</strong></p>
<p>Aritomo Murashige<br />
Saito Torataro<br />
Nagayassu Minamoto &#8211; Aiki-No-Jutsu<br />
<strong>1961 – início do AIKIDO no BR<br />
Shiran Sensei Reishin Kawai Sensei (1931 &#8211; </strong><br />
<strong>Shihan Sensei Makoto Nishida (</strong><br />
<strong> Sensei Ricardo Kanashiro (1960 &#8211; )</strong><br />
<strong> Sensei Alexei A. Caio (1974 &#8211; )</strong></p>
<p><strong> Yoshida Kotaro</strong><br />
<strong> Sensei Afutagawa</strong><br />
<strong>Daito Ryu    Sensei Adriano Pereira (1965 &#8211; )</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aikidomonografias.wordpress.com/73/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aikidomonografias.wordpress.com/73/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aikidomonografias.wordpress.com/73/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aikidomonografias.wordpress.com/73/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aikidomonografias.wordpress.com/73/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aikidomonografias.wordpress.com/73/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aikidomonografias.wordpress.com/73/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aikidomonografias.wordpress.com/73/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aikidomonografias.wordpress.com/73/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aikidomonografias.wordpress.com/73/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aikidomonografias.wordpress.com/73/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aikidomonografias.wordpress.com/73/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aikidomonografias.wordpress.com/73/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aikidomonografias.wordpress.com/73/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aikidomonografias.wordpress.com&amp;blog=17029938&amp;post=73&amp;subd=aikidomonografias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Aikido como instrumento de articulação social ou Uma ode ao amor por Débora Rubin de Toledo</title>
		<link>http://aikidomonografias.wordpress.com/2010/04/08/aikido-como-instrumento-de-articulacao-social-ou-uma-ode-ao-amor-por-debora-rubin-de-toledo/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 14:51:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Granja</dc:creator>
				<category><![CDATA[2º kyu: faixa azul]]></category>
		<category><![CDATA[Débora Rubin de Toledo]]></category>

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		<description><![CDATA[Introdução A primeira vez que vi o tema desta monografia, ainda faixa amarela, minha mente foi longe. E, confesso, me veio uma imagem muito engraçada. O que seria o aikido como instrumento de articulação social? Fiquei imaginando todos nós, os praticantes, como futuros mestres de aikido, espalhados pelas ruas de uma cidade bruta tal qual [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aikidomonografias.wordpress.com&amp;blog=17029938&amp;post=143&amp;subd=aikidomonografias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/debora_07.png"><img class="alignleft size-full wp-image-144" title="debora_07" src="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/debora_07.png?w=620" alt=""   /></a></p>
<p><strong>Introdução</strong></p>
<p>A primeira vez que vi o tema desta monografia, ainda faixa amarela, minha mente foi longe. E, confesso, me veio uma imagem muito engraçada. O que seria o aikido como instrumento de articulação social? Fiquei imaginando todos nós, os praticantes, como futuros mestres de aikido, espalhados pelas ruas de uma cidade bruta tal qual São Paulo, impecavelmente vestidos em nossos hakamas, impedindo assaltos, crimes e outras barbaridades. Tudo graças à nossa incrível arte de negociar conflitos. Como se fôssemos os guardiões da comunidade, uma espécie de marronzinhos da CET coordenando o fluxo intenso de crises entre os cidadãos. O hakama sendo o similar a uma capa de super-herói, claro. Magnânimos, invencíveis, serenos, porém implacáveis na luta contra o mal.</p>
<p>A imagem seria absolutamente plausível se eu fosse um menino de sete anos. Mas como era, àquela altura, uma mulher de 27, me dei conta do ridículo e abafei o caso. Afinal, eu sequer chegaria à faixa azul. Desistiria muito antes. Como é do meu feitio – desistir quando algo começa a ficar difícil.</p>
<p>Estranhamente, eu fiquei. E eis me aqui, às vésperas do exame, tendo que escrever sobre aquele tema que me fez criar uma historinha mental digna da DC Comics misturada com um filme do Kurosawa. No ano passado, li uma das monografias mais lindas aqui no dojo, a do Gustavo. E ele terminava com uma frase que fiz questão de anotar porque me tocou muito: “Através do aikido, não me resta dúvida: o universo quer dançar com o conflito por ver aí uma oportunidade de transformá-lo em harmonia”. Isso me fez pensar muito no tema dessa monografia do 2° kyu. E no que seria a base desse dançar entre o conflito e a harmonia. Qual o combustível que permite toda essa engrenagem? Me pareceu, naquele momento, que era o amor.</p>
<p>Pouco tempo depois, fiz o workshop Reflexão com o sensei no final do ano e em uma das dinâmicas, falei muito sobre o amor e na crença infinita que nutro por ele. E me lembro de o próprio Gustavo ter comentado que minha carta ao futuro era uma “ode ao amor”. E aí caiu a ficha: o aikido é o amor em movimento. É uma arte que expressa o amor que é inerente ao ser humano. Que busca aprimorar a forma que manifestamos esse amor. Que nos mostra como utilizá-lo da melhor forma possível. O aikido é um instrumento de articulação social porque faz a gente movimentar esse amor interno e transbordá-lo. E reparti-lo. A tal dança do universo na resolução dos conflitos.</p>
<p>O próprio O’Sensei Morihei Ueshiba disse: <em>&#8220;Aiki é amor. É o caminho que leva nosso coração à união com o espírito do universo, para completar nossa missão na vida,</em> <em>dando-nos um espírito de amor e reverência por todas as coisas&#8221;.</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p>O amor, na verdade, é tema de tudo. Do cristianismo às músicas dor de cotovelo dos sertanejos. Está na poesia, no cinema, na arte, nos livros. No geral, as pessoas associam o amor apenas ao amor passional e ao conjugal. Mas não era só sobre esse amor que os Beatles falavam quando, em 1967, compuseram <strong>All You Need is Love</strong>. Era a primeira vez que eles iam aparecer em rede mundial pela BBC e os quatro queriam tocar uma música que o mundo inteiro entendesse. <em>Love, love, love</em>&#8230;e, logo nos primeiros acordes, até os sauditas e coreanos que não tinham a menor intimidade com o inglês sabiam do que eles estavam falando.</p>
<p>Também não era só esse amor homem-mulher (ou homem-homem, ou mulher-mulher) que Renato Russo cantava quando soltava o refrão de <strong>Pais e Filhos</strong>: <em>É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã</em>. E também Bono com <strong>One Love</strong>. <em>Love is a temple, love the higher law</em> (O amor é um templo, o amor é a lei suprema).</p>
<p>Por fim, também não era só desse amor que Morihei Ueshiba falava quando definiu, com palavras, o que era a arte tão peculiar que ele tinha acabado de criar. Uma arte que visava a paz. Uma luta que propunha um guerreiro terno. Uma filosofia que visava o caminho do meio, ainda que esse seja quase impossível (e eis o desafio). Um exercício que é também um instrumento de articulação social. E que, para isso, nem é preciso sair por aí vestindo hakama e combatendo o crime. Nossa missão é bem mais sutil que essa. E, talvez, um tanto mais eficaz quando feita com intenção. Com amor.</p>
<p>Pensando nisso tudo, resolvi dissecar nessa monografia os tipos de amor que fazem parte de nossa vida. E como eles se relacionam com o aprendizado do aikido.</p>
<p>Faço aqui a minha ode ao amor.</p>
<p><strong>1. Amor próprio</strong></p>
<p>Eu passei muito tempo me achando uma fraude. Tinha certeza de que era uma cópia piorada de mim mesma. Uma Débora made in China comprada na fronteira com o Paraguai. Não sei bem quando foi que isso começou, mas me lembro de quando me dei conta disso. Faz bem pouco tempo, por sinal. Foi quando eu parei de brigar comigo mesma para ser aquilo que eu não era. Quando eu parei de forçar certos comportamentos para parecer mais aceitável. Quando eu parei de ter vergonha de falar tanto, de comer tanto, de pensar tanto, de amar tanto e de me agitar tanto. Foi quando parei de temer a minha espontaneidade.</p>
<p>Eu cresci com a minha irmã mais velha me chamando de “nervosinha” e “louca”. Logo me convenci de que isso era verdade. Já adolescente eu quis não ser mais nervosinha e louca. E fui sempre tentando me adequar ao ambiente e ao outro. Comecei a querer agradar o outro. E fui desagradando a mim mesma. Não queria mais falar primeiro e pensar depois. Não queria mais agir de forma tão visceral em relação a tudo. Queria tanto ser calma e zen.</p>
<p>Já na idade adulta eu criei um personagem. Eu fazia o possível para não ser assim tão&#8230;eu mesma. “Eu mesma” me irritava. Acontece que mesmo sendo eu mesma, as pessoas gostavam desse meu jeito. A maluquinha. A agitadinha. A 220 por hora. Ficava super chateada quando ouvia essas coisas, mesmo sendo ditas em forma de elogio</p>
<p>Depois de muito tempo e de muitas experiências que me colocaram em contato profundo comigo mesma, eu vi que tudo bem ser assim. Que tudo bem as pessoas me verem de um jeito ou de outro. Que tudo bem eu ser agitada. Não sou menos por causa disso. Não sou pesada e nem desagradável por isso. Simplesmente sou. Me dei conta disso no dia em fui a uma agência para qual eu presto serviço e uma das jornalistas de lá disse: “Ooooi, dona agitadinha”. E aquilo não me ofendeu.</p>
<p>Também tive certeza de que tudo bem ser o que sou, produto originado da combinação do DNA de mamãe e de papai e lapidado pelo meio, quando o Jadyr me disse que a coisa que ele mais sentia falta no tempo em que ficamos separados foi da “bagunça” que eu fazia na vida dele. E de repente me dei conta de que passei anos tentando ser uma mulher mais normal, mais certinha, mas tranquila para ele. E o que ele gostava mesmo era da menina agitada e falante.</p>
<p><strong>Quando entrei em paz comigo mesma, entendi o significado mais profundo do amor próprio.</strong> <strong>Foi como se eu tivesse recuperado meu centro.</strong> Curiosamente, no processo de treino da faixa azul eu percebi com muita clareza a importância de manter o centro o tempo todo (demorou, mas eu aprendi).</p>
<p>Se amar tem a ver com respeitar a própria essência. Tentar sempre melhorar, lapidar, saber como lidar com nosso lado mais sombrio. Evoluir. Mas sem nunca, nunca mesmo, ocultar quem a gente é.</p>
<p>No aikido, o amor próprio é essencial para o aprendizado mútuo. Só quando eu me amo e tenho plena consciência do que sou é que posso compartilhar algo com alguém. É um pouco como a história das máscaras no avião. Coloque em você primeiro, depois na criança ao lado. Fazendo a analogia, ame-se em primeiro lugar. E o amor ao mundo será natural.</p>
<p><strong>2. Amor fraternal</strong></p>
<p>Como define qualquer dicionário, esse amor é o que existe entre irmãos. Virou sinônimo de amor afetuoso, cordial. É o que sentimos por aqueles amigos que às vezes desconfiamos ser nossos irmãos espirituais.</p>
<p>Ao meu ver, <strong>esse amor está inerente em cada ser humano. Acredito que nascemos todos com uma bondade interna.</strong> Ao longo da vida, ela pode se sobressair em relação a outros sentimentos, ou ficar oculta, enterrada pelas negatividades encontradas pelo caminho. Também creio que temos uma tristeza interna. Tristeza e bondade na medida certa para compor o ser humano. Às vezes, uma aflora mais que a outra, dependendo do momento.</p>
<p>E o amor fraternal faz parte desse pacote que todo mundo carrega no chip interno. A grande diferença é que alguns sabem usar bem esse amor. Colocam um pouco dele em cada ato, a cada minuto, todos os dias. Na outra ponta, quem economiza esse amor perde a grande chance de receber o amor do outro. Fechar-se no casulo não é lá prática das mais saudáveis.</p>
<p>E tem aqueles, raríssimos, que são inteiros feitos desse amor fraternal. No geral, essas pessoas se tornam líderes espirituais, como é o caso do Dalai Lama ou como foi o próprio Morihei Ueshiba. Às vezes, não. Perdem-se no meio da multidão, têm uma profissão qualquer, não são reconhecidos por nada de excepcional, mas são grandes corações transbordantes de amor fraternal e bondade.</p>
<p>No aikido, eu percebo que muita gente procura a atividade justamente para sair do casulo e vivenciar a troca de amor fraternal num espaço propício para isso. Afinal, por mais natural que ele seja, é sempre bom colocá-lo em prática. Nem todo mundo é um monge budista em potencial. Sentimentos também devem ser trabalhados.</p>
<p><strong>3. Amor passional</strong></p>
<p>Taí o mais lindo e perigoso dos amores. A intensidade de um amor passional é tanta que ele se assemelha ao uso de uma droga. É algo mesmo de fazer perder o chão, a pose, a fala, o rumo. Quem já teve a sorte de viver um amor desses sabe o que ele representa. O apaixonado tem certeza de que vive um encontro único de almas. E talvez seja isso mesmo. É como se fosse o encontro com o uke perfeito. Com o qual cada golpe sai limpo, lindo, fluido, sem qualquer esforço. Como se as ações não saíssem de dentro da gente, mas de um impulso de algo que vem de fora, de um sopro divino. As cores da vida ficam muito mais vibrantes. Os pés pouco tocam o chão. A sincronia dos corações é perfeita. O lado menos brilhante do amor passional é que ele torna as pessoas egoístas e autocentradas. Só se quer viver aquilo. Só se fala daquilo. Absolutamente nada mais importa.</p>
<p>Esse é o tipo de amor que inexoravelmente toma outro rumo num dado momento. E podem ser rumos bem distintos: ou vira um amor companheiro ou uma desilusão aterrorizante. Quando acontece o primeiro, é o melhor dos mundos. Nada como caminhar de mãos dadas com sua grande paixão. Quando acontece o segundo – e geralmente é o que mais acontece – o apaixonado desiludido tem a grande chance de mergulhar a fundo em si próprio e conhecer o seu inferno particular. Oportunidade rara.</p>
<p>Como em qualquer perda, vive-se um luto. E o ideal é que se viva mesmo, por mais doloroso que seja. Varrer para debaixo do tapete só traz problemas futuros. É uma dor dilacerante. Dessas que fazem a gente querer arrancar o coração fora e submeter-se a uma lobotomia para não pensar nunca mais. Dói na alma e no corpo. Bate raiva, mágoa, desejos de vingança. E uma vergonha danada de sentir tudo isso. Mas, repito, <strong>só se conhece profundamente quem se permite viver aquilo a que o coração se entrega</strong>.</p>
<p>Para colocar essa sensação nas palavras de uma figura mais elevada e conceituada, cito aqui um trecho do livro <strong>Shambala, a Trilha Sagrada do Guerreiro</strong>, do monge tibetano Chogyam Trungpa.</p>
<p>“Uma tristeza não vem de termos sido maltratados. Não estamos tristes porque nos insultaram ou porque nos consideramos pobres. Não. <strong>Essa experiência da tristeza é incondicional. Ela se manifesta porque nosso coração está absolutamente exposto</strong>. Nenhuma pele ou tecido o recobre – é pura carne viva. Mesmo que nele pousasse um mosquito, nós nos sentiríamos terrivelmente tocados. Nossa experiência é crua; nossa experiência é terna e absolutamente pessoal.”</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>“Para um guerreiro, é a experiência do coração triste e terno que dá origem ao destemor, à coragem. Convencionalmente “ser destemido” significa não ter medo, significa revidar um murro, dar o troco. Aqui, entretanto, não estamos falando do destemor das brigas de rua. <strong>O verdadeiro destemor é produto da ternura e sobrevém quando deixamos o mundo roçar nosso coração, nosso belo e despido coração. </strong>Estamos dispostos a nos abrir, sem resistência ou timidez, e encarar o mundo. Estamos dispostos a compartilhar nosso coração.”</p>
<p>No aikido, faz-se mister manter o coração despido. Deixar a “pura carne viva” exposta ao outro. Deixar sangrar se for preciso, cicatrizar para voltar ao seu normal, bater sempre. Só quem entrega seu coração ao outro é que tem a chance de conhecer os sentimentos mais apavorantes. E só quem é capaz de sentir medo que entende o destemor. E só quem é destemido que continua entregando o coração.</p>
<p><strong>E é com o coração bem aberto que devemos dizer, todos os dias, dentro e fora do tatame: onegaishimasu.</strong></p>
<p><strong>4. Amor companheiro</strong></p>
<p>Quem tem amor na vida, tem sorte. Quem se permite amar e ser amado – seja em qualquer categoria de amor – tem muita sorte. Agora, só quem se permite ser profundamente tocado pelo amor de uma pessoa e crescer com ela é que conhece o amor companheiro.</p>
<p>Uso o termo no lugar de “amor conjugal” porque não gosto muito deste. Me remete às obrigações impostas pelas convenções sociais. Prefiro o termo companheiro porque tem mais a ver com o livre-arbítrio, com as escolhas que fazemos e com a postura que adotamos para bancar essas escolhas. Todo amor companheiro é conjugal, mas nem todo amor conjugal é companheiro.</p>
<p>O amor companheiro é aquele no qual um não caminha na direção do outro, que um não é responsável pela felicidade do outro, que um não é a extensão do outro. Nesse tipo de amor, duas pessoas caminham juntas olhando para uma mesma direção. Uma ajuda a outra a evoluir. Nunca uma coloca a outra para baixo. É um amor de construção. De tijolinho por tijolinho. <strong>É um relacionamento no qual o respeito e a ternura predominam. Respeito pelo espaço do outro, respeito pelas ideias do outro.</strong></p>
<p>Para viver um grande amor companheiro é preciso que ambos tenham amor próprio, amor fraternal e pitadas de amor passional – mas nada muito doentio. É como se fosse o trilhar de um caminho espiritual, mas a dois. É uma equação de quereres. Às vezes, um está uns passos adiante.  Às vezes, o outro dorme no ponto. Mas com a dedicação que só o ser humano é capaz e ter, é possível buscar a sincronia do movimento. Nunca será perfeito. Sempre será um desafio. E quando há um descompasso muito grande, é hora de cada um seguir seu rumo. Com a diferença de que cada um leva um pouco do outro consigo. Fica o grande aprendizado desse amor que é quase um tango.</p>
<p>Na dança argentina, os troncos estão colados enquanto as pernas se movimentam com independência. Essa é, ao meu ver, a melhor metáfora do amor companheiro: dois corpos independentes, com vida própria, mas que seguem juntos por opção. Não à toa o tango é uma dança é extremamente romântica.</p>
<p>No dia a dia do budo, eu enxergo algo similar a esse amor companheiro nos momentos no qual o uke toma a decisão de acompanhar o nague porque lhe parece o natural a ser feito – e não de barrar seu movimento gratuitamente. Só barra quando quer conscientizar o outro de que ele precisa melhorar em algo. O amor companheiro não é egoísta. Ele é solidário.</p>
<p><strong>5. Amor incondicional</strong></p>
<p>Não tem imagem melhor de amor incondicional que o amor da mãe pelo seu filho. É, embora eu ainda não tenha vivido isso, o mais forte e instintivo dos amores. Da mãe de um assassino brutal que segue amando seu filho apesar dos seus atos à mãe que é capaz de se jogar na frente de um carro para salvar seu filho. Tanto é forte esse amor que não há notícia mais chocante do que as das mães que abandonam os filhos. Ou, pior ainda, de uma mãe que mata os próprios filhos. Poucas coisas mexem tão fortemente com a sociedade como histórias como essas.</p>
<p>O amor mãe-filho é só a representação máxima desse amor incondicional. Eu, no entanto, me pego sentindo um carinho tão imenso por pessoas que eu sequer conheço que isso me faz acreditar que todos nós experimentamos esse amor de vez em quando, seja lá por quem for. Você simplesmente ama aquilo ou alguém. Não existe explicação racional e lógica. É quando o coração se manifesta muito antes do pensamento ser processado. É um amor fraternal, só que bem mais forte. É um amor passional, só que sem o contato físico. É um querer bem ao outro que não te traz absolutamente nenhum benefício, vantagem ou retribuição. Simplesmente se ama.</p>
<p><strong>O amor incondicional é uterino. Vem do ki. E não tem absolutamente nada que faça convencer quem o sente de que ele é errado, burro e irracional.</strong> Eu tendo a achar que esse é aquele sentimento que a gente quer esconder e sufocar para não se passar por insano. A gente reprime esse amor porque ele nos faz parecer menos inteligentes, meio animais. Bestiais. No entanto, quando deixamos esse tipo de sentimento aflorar é que fazemos as coisas mais geniais e intensas. É quando deixamos o nosso corpo agir por nós. <strong>É o que faz o amor ser um ato tão natural quanto respirar.</strong></p>
<p>No aikido, posso contar nos dedos os momentos de epifania que eu tive ao deixar esse amor incondicional que existe dentro de mim guiar meus movimentos. E posso dizer que foram momentos lindos. Mágicos. É quando a gente se dá conta, logo depois de ter feito, que o movimento saiu mesmo do ki.</p>
<p>Mas se é tão natural assim, e tão parte do ser humano como o amor fraternal, porque são raros esses momentos? Porque a gente passa a maior parte do tempo se vigiando para não ser assim tão cheio de intento. Predomina a lógica, a sobriedade, a serenidade, a inteligência racional. Como se todas essas qualidades não pudessem caminhar juntas do amor incondicional e de toda a violência de sentimentos que ele nos proporciona.</p>
<p>O treino, aqui, é justamente afinar essa energia uterina que brota do amor incondicional com todo o resto.</p>
<p><strong>6. Amor universal</strong></p>
<p><strong>Se você não existisse, que falta faria?</strong> Eu adoro esse título do livro do filósofo Mario Sérgio Cortella. Dá para chegar ao extremo da angústia existencialista pensado sobre ele. Porque a verdade nua e crua é: não faríamos falta alguma. Mas a partir do momento em que você existe, que está aqui como personagem dessa grande novela humana, você pode fazer a diferença. E quando digo isso, estou longe de fazer propaganda de centro de voluntariado. Mesmo porque sou contra essa coisa de todo mundo se obrigar a “fazer um ato voluntário uma vez por semana em prol de qualquer causa que seja”. Não funciona assim. Só funciona quando brota de dentro, da bondade humana, do amor fraternal ou, melhor ainda, do amor incondicional. E quando faz sentido para a pessoa.</p>
<p>Descobrir o que faz sentido para a si próprio, qual a nossa essência e qual marca podemos deixar quando não estivermos mais no mundo são as questões abordadas por Cortella no livro. Ao mesmo tempo que tenho plena consciência que somos pontinhos insignificantes no universo, confio plenamente de que somos fundamentais em nossos micro-universos. Nossa insignificância no cosmos não anula nossa suprema importância no dia a dia. Existir é diferente de viver. Para existir, basta nascer. Para viver é preciso achar o seu lugar no mundo. E, então, fazer a diferença.</p>
<p>Fazer a diferença é tão simples. E exige tão pouco. Tem gente que só consegue fazer a diferença se construir casas para os moradores da favela ou se distribuir um milhão de cestas básicas para famílias carentes. Para a grande maioria de nós, pobres mortais, um sorriso cheio de bondade e amor pode tocar mais fundo o coração de uma pessoa que milhões de cestas básicas – que são importantes, que fique claro. E que bom que tenha quem faça isso. A questão é que muitas vezes as soluções dos conflitos e problemas do mundo estão nas coisas mais simples.</p>
<p>No aikido, geralmente o movimento mais curto e econômico é mais eficiente que grandes passos e grandes aberturas de braços – eu que o diga, já que vivo exagerando na extensão dos meus movimentos (vai ver é algum complexo por causa desse tamanhão todo). O famoso “menos é mais” se aplica na técnica e na vida.</p>
<p>Quando se tem o amor próprio, quando não se oculta o amor fraternal, quando se tem coragem de viver um amor passional, quando se tem a sorte de ter um amor companheiro e quando deixamos brotar, do ventre, o amor incondicional, aí sim podemos surfar tranquilamente nas ondas do amor universal. Torno-me mais um com o universo. Sou o universo.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>O que eu mais gosto de fazer quando estou escrevendo as monografias do aikido é deixar que meus dedos tomem conta e digitem o que normalmente minha cabeça vetaria. Nessa monografia da faixa azul foi um pouco diferente. Eu tentei começar a escrever há dois meses. Não deu certo. Eu não estava pronta ainda. Aliás, há dois meses eu sequer sabia minha série.</p>
<p>Gosto quando as coisas simplesmente aparecem. E esse tema apareceu em um dia em que eu estava dirigindo e ouvi com atenção uma música que sempre ouvia, mas que eu nunca tinha reparado na letra. É a música “Mantra”, do Nando Reis. Eu achava uma chatice, para dizer a verdade. Aquele “hare hare hare krishna” era místico demais para minha cabeça.</p>
<p>Mas como eu me encontrava num estado de vazio interno, uma certa tristeza dessas que antecedem grandes momentos de iluminação, a música me pegou logo no primeiro verso:</p>
<p><em>Quando não tiver mais nada<br />
Nem chão, nem escada<br />
Escudo ou espada<br />
O seu coração&#8230; Acordará</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Eu estava me sentindo tão sem chão, tão sem escada, sem armaduras e sem defesas, que o meu coração acordou. Fiquei prestando atenção na letra e comecei a chorar de emoção, em plena Rebouças parada numa tarde de sexta-feira, quando ouvi o final da música:<em> </em></p>
<p><em>Quando se acabou com tudo<br />
Espada e escudo<br />
Forma e conteúdo<br />
Já então agora dá, para dar amor</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Amor dará e receberá<br />
Do ar, pulmão; da lágrima, sal<br />
Amor dará e receberá<br />
Da luz, visão do tempo espiral</em></p>
<p><em>Amor dará e receberá<br />
Do braço, mão; da boca, vogal<br />
Amor dará e receberá<br />
Da morte o seu guia natal</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Era isso. Um vazio que permitia o amor (universal) entrar e ser compartilhado. Comecei, então, a pensar com profundidade sobre o amor. Claro que eu gostaria de ter pesquisado melhor o tema, estudado especialistas, filósofos, teólogos, antropólogos. Mas não daria tempo. E talvez eu perdesse a espontaneidade do fluxo dos meus pensamentos. E são tão poucas as situações em que podemos nos libertar assim que eu tinha mais era que aproveitar.</p>
<p>Para quem achou muito delirante eu dizer que o amor é o que faz o aikido ser um instrumento de articulação social, tente comparar a letra do Nando com o que fazemos aqui no dia a dia do dojo. Primeiro trazemos todas as nossas questões para o tatame. Tentamos resolver ou ao menos aliviar as tensões externas. Depois de um tempo de treino, o contrário começa a acontecer. Passamos a levar nossas descobertas do tatame para o mundo.</p>
<p>E se aqui colocamos o amor em movimento, com o coração acordado e pronto para ser tocado, então estamos prontos para dar amor.</p>
<p>Se você chegou até aqui,  faço uma profunda reverência.</p>
<p>Obrigada por me deixar compartilhar com você esse meu momento rumo ao 2° Kyu.</p>
<p>Domo arigatô gozaimashita!</p>
<p><em>Bibliografia:</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Shambala, A Trilha Sagrada do Guerreiro, Chögyam Trungpa </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Aikido em Três Lições Simples, Richard Moon</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen, Eugen Herrigel</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Diferentes formas de amar, Susana Balán</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Amar se aprende amando, Carlos Drummond de Andrade</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>O que a vida me ensinou – Se você não existisse, que falta faria?, Mario Sérgio Cortella</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><a href="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/debora_08.png"><img class="alignleft size-full wp-image-145" title="debora_08" src="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/debora_08.png?w=620&#038;h=701" alt="" width="620" height="701" /></a></p>
<p>“O <em>verdadeiro budo é um trabalho de amor. É um trabalho de dar vida para todos os seres, e não de matar e lutar uns com os outros. Amor é a divindade guardiã de tudo. Nada pode existir sem Amor. Aikido é a realização do Amor.”</em></p>
<p>O’Sensei</p>
<p>Mantra</p>
<p>(Nando Reis)</p>
<p>Quando não tiver mais nada<br />
Nem chão, nem escada<br />
Escudo ou espada<br />
O seu coração&#8230; Acordará</p>
<p>Quando estiver com tudo<br />
Lã, cetim, veludo<br />
Espada e escudo<br />
Sua consciência&#8230; Adormecerá</p>
<p>E acordará no mesmo lugar<br />
Do ar até o arterial<br />
No mesmo lar, no mesmo quintal<br />
Da alma ao corpo material</p>
<p>Quando não se tem mais nada<br />
Não se perde nada<br />
Escudo ou espada<br />
Pode ser o que se for, livre do temor</p>
<p>Quando se acabou com tudo<br />
Espada e escudo<br />
Forma e conteúdo<br />
Já então agora dá, para dar amor</p>
<p>Amor dará e receberá<br />
Do ar, pulmão; da lágrima, sal<br />
Amor dará e receberá<br />
Da luz, visão do tempo espiral</p>
<p>E quando não tiver mais nada<br />
Nem chão, nem escada<br />
Escudo ou espada<br />
O seu coração&#8230; Acordará</p>
<p>Quando estiver com tudo<br />
Lã, cetim, veludo<br />
Espada e escudo<br />
Sua consciência&#8230; Adormecerá</p>
<p>E acordará no mesmo lugar<br />
Do ar até o arterial<br />
No mesmo lar, no mesmo quintal<br />
Da alma ao corpo material</p>
<p>Quando se acabou com tudo<br />
Espada e escudo<br />
Forma e conteúdo<br />
Já então agora dá, para dar amor<br />
Amor dará e receberá<br />
Do ar, pulmão; da lágrima, sal<br />
Amor dará e receberá<br />
Da luz, visão do tempo espiral</p>
<p>Amor dará e receberá<br />
Do braço, mão; da boca, vogal<br />
Amor dará e receberá<br />
Da morte o seu guia natal</p>
<p>Adeus dor</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aikidomonografias.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aikidomonografias.wordpress.com/143/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aikidomonografias.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aikidomonografias.wordpress.com/143/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aikidomonografias.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aikidomonografias.wordpress.com/143/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aikidomonografias.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aikidomonografias.wordpress.com/143/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aikidomonografias.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aikidomonografias.wordpress.com/143/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aikidomonografias.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aikidomonografias.wordpress.com/143/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aikidomonografias.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aikidomonografias.wordpress.com/143/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aikidomonografias.wordpress.com&amp;blog=17029938&amp;post=143&amp;subd=aikidomonografias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O Aikido na Minha Vida por Charles Betito Filho</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 14:36:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Granja</dc:creator>
				<category><![CDATA[3º Kyu: faixa verde]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Betito Filho]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/charles.png"><img class="alignright size-full wp-image-134" title="charles" src="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/charles.png?w=620" alt=""   /></a></p>
<p>No início da prática do Aikido a primeira dúvida que vem à mente é geralmente a mesma da maioria das pessoas que iniciaram no caminho: “o que significa Aikido?”. Muito provavelmente esta é a pergunta mais importante que nos depararemos durante esta jornada. Desde o primeiro dia de prática venho a me questionar o que será que Ueshiba Sensei queria dizer com este nome. Vem então a segunda constatação importante, o Aikido não é um esporte, tampouco uma arte de combate, embora as técnicas praticadas sejam eficientes e provenientes de artes antigas desenvolvidas para imobilizar, ferir e até mesmo matar um determinado oponente ou oponentes. É então neste momento que percebo que o conceito desta arte marcial é algo que extrapola os limites do dojô, e do tempo espaço de sua prática, mas também não é imutável ou fixo. Muito rapidamente a prática passa a exercer um papel importante na nossa vida e mesmo com a regularidade dos treinos percebemos que algo começa a mudar dentro de nós, mas não sabemos o que exatamente.</p>
<p>Ao entrarmos no campo do Aikido começamos a abarcar alguns conceitos que vão aos poucos ficando claros em nossa essência.</p>
<p>1 &#8211; Unificação ou Unidade:</p>
<p>Por um bom período antes de iniciarmos a prática do Aikido e buscarmos o auto conhecimento nós vivemos em função de nossos desejos, muitas vezes forjados por pressões sociais. Criamos ilusões tanto de felicidade como de sofrimento, gerando desequilíbrios que nos prende em ciclos de aprendizados distanciando-nos do equilíbrio e da paz interna. O Aikido tem a finalidade de unificar não só mente e corpo, mas também colocar-nos no fluxo do universo. A própria forma com que é organizado nos remete a este ensinamento. Sempre praticamos em dupla para que sempre um experimente o papel do outro, formando assim um sistema perfeito, onde não há oposição à força de quem desempenha o papel do atacante, podendo a técnica ser executada com um mínimo de esforço e bastante calma. Isso acontece por entendermos que são duas forças integradas e não opostas.</p>
<p>A partir desse entendimento em níveis mais profundos do nosso ser, passamos a utilizar isso em outras áreas da nossa vida, tanto no trabalho, como em nossos relacionamentos com outras pessoas. Mudamos a forma como encaramos a nossa relação com o meio e só esta constatação pode operar mudanças profundas.</p>
<p>Lembro-me de diversas ocasiões no passado em que ajudei a liderar a empresa em que trabalho a entrar e vencer disputas com outros concorrentes. Tivemos muito sucesso neste âmbito, mas fracassamos como um todo. O Aikido, através da ótica citada acima, permitiu-me enxergar de forma diferente. A partir deste momento, houve uma mudança estratégica em que passei em criar o máximo de relações positivas possíveis, respeitando o espaço alheio e entendendo o lugar onde ocupávamos. Passamos a fazer parte do todo de uma forma mais relaxada e isso ajudou a enxergar todas as possibilidades do novo caminho escolhido, libertando-nos de um ciclo antigo de muita luta, contração e antítese.</p>
<p>2 &#8211; Equilíbrio e Oscilação</p>
<p>O universo pode ser por nós comandado sem que nos individualizemos, pois é na individualização que está nossa fraqueza, logo entendemos que na união está nossa força. Dessa união, falada acima, geramos o relaxamento e a sintonia, equilibrando mente, corpo e espírito. É desse equilíbrio e alinhamento que temos a possibilidade de entrar em contato com nossa essência e daí despertamos nosso potencial interno.</p>
<p>Por diversos momentos na prática do Aikido tive dificuldade em completar técnicas da metade para o fim, tendo iniciado de forma correta (relaxada e fluida), demonstrando uma desconcentração e interrupção mental do fluxo em que iniciei a técnica. É interessante perceber os momentos em que saímos do equilíbrio, em que deixamos de estar sintonizados por termos uma percepção superficial de possível sucesso que nem sequer foi atingido. Concluí através desta observação que nosso potencial interno não pode ficar desperto enquanto estamos oscilando e que a ilusão de sucesso e transposição de barreiras pode iniciar a oscilação. Mas o que fazer para mantermo-nos neste campo, para não haver oscilação, ou se houver, como voltar ao ponto de equilíbrio? Infelizmente não há uma fórmula mágica, mas certamente o primeiro passo é a aceitação, tanto do que foi feito, como daquilo que carregamos (positivo e negativo); em seguida o entendimento do espaço que ocupamos e por fim a confiança em si mesmo.</p>
<p>A função do Aikido em minha vida é a mesma de um grande laboratório onde posso testar diversos elementos internos, construir e desconstruir sentimentos e emoções, aprender com  eles e por fim purificá-los. Aprendemos a cair e levantar sem esforço desnecessário e com segurança. Aos poucos o conceito de equilíbrio e unidade tornam-se mais e mais presentes em nossa vida possibilitando o desenvolvimento da capacidade de estar presente nas mais variadas situações da vida, preparando-nos para o que quer que possa acontecer, tornando-nos por elas responsáveis, aceitando seus resultados e integrando todo e qualquer aprendizado que se derive.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aikidomonografias.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aikidomonografias.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aikidomonografias.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aikidomonografias.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aikidomonografias.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aikidomonografias.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aikidomonografias.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aikidomonografias.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aikidomonografias.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aikidomonografias.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aikidomonografias.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aikidomonografias.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aikidomonografias.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aikidomonografias.wordpress.com/131/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aikidomonografias.wordpress.com&amp;blog=17029938&amp;post=131&amp;subd=aikidomonografias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Aikido por Rafael Rodrigues Mendonça</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 13:02:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Granja</dc:creator>
				<category><![CDATA[4º Kyu: faixa roxa]]></category>
		<category><![CDATA[Rafael Rodrigues Mendonça]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma arte da paz, que incita a não violência e trabalha o relaxamento do corpo. Isso não parece ser exatamente a descrição de uma arte marcial, mas é, assim é o Aikidô. Quem acha que o Aikidô é apenas uma arte marcial como qualquer outra, com técnicas de defesa e ataque está muito enganado. Pois, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aikidomonografias.wordpress.com&amp;blog=17029938&amp;post=178&amp;subd=aikidomonografias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>Uma arte da paz, que incita a não violência e trabalha o relaxamento do corpo.</p>
<p>Isso não parece ser exatamente a descrição de uma arte marcial, mas é, assim é o Aikidô.</p>
<p>Quem acha que o Aikidô é apenas uma arte marcial como qualquer outra, com técnicas de defesa e ataque está muito enganado. Pois, diferente de muitas artes marciais onde o objetivo é alcançado com a força e técnicas diretas, no Aikidô as técnicas se tornam mais eficazes se forem feitas com um relaxamento do corpo e da mente, e com movimentos suaves e circulares.</p>
<p>E o que se aprende no Aikidô, não precisa ficar só restrito ao dojo e a situações de defesa mas sim pode ser aplicado na vida em geral, podemos então viver Aikidô e não apenas treinar Aikidô.</p>
<p>Mas para os olhos de muitos que desconhecem esta arte, as técnicas parecem algo ensaiado, sem muitas possibilidades de utilização na defesa pessoal fora do dojo.</p>
<p>Porém quando se começa a aprender e entender o Aikidô, percebemos como a arte pode ser usada e como se torna eficaz em qualquer situação no dia-a-dia. Pois aprender Aikidô é como aprender a escrever, primeiro aprendemos a escrever as letras do alfabeto, e aos poucos vamos combinando estas letras umas as outras formando palavras, e nossa escrita vai ficando cada vez mais bonita e mais rica em palavras sempre que praticamos mais. E depois de um tempo percebemos que podemos escrever qualquer palavra em qualquer lugar.</p>
<p>E levando este exemplo para o Aikidô, cada movimento individual é uma letra, e a combinação destes são as palavras. E com o tempo de treino qualquer um é capaz de aplicar diversos tipos de técnicas em qualquer situação.</p>
<p>Mas treinar e viver Aikidô não é fácil, exige principalmente a quebra de alguns paradigmas que trouxemos na nossa vida desde criança, como por exemplo a ausência de força em excesso durante as técnicas. Pois o que se busca nos movimentos é um estado de relaxamento físico e mental necessário para a técnica funcionar sem precisar exercer força sobre o oponente.</p>
<p>E quando nos preocupamos em usar a força para conseguir aplicar alguma técnica acabamos gerando também em nossa mente um limite para esta força, se expressando em todo o corpo. Agora, se deixamos a mente livre e relaxada, o corpo também responde com um relaxamento suficiente para a aplicação da técnica.</p>
<p>Porém o relaxamento não é por si só o motivo das técnicas darem certo, tem também o fator de serem feitas através de movimentos circulares, aproveitando do seu próprio centro de equilíbrio e influenciando no centro de equilíbrio do oponente.</p>
<p>E já que não é necessário força nas técnicas, é lógico dizer que a pessoa que está aplicando as técnicas se cansa menos e gasta menos energia do que o oponente que está atacando com força. Então esta arte pode ser praticado por qualquer pessoa, independente de sexo, idade ou tipo físico.</p>
<p>O Aikidô além de ser uma arte marcial que ajuda na defesa pessoal, é um modo de vida saudável, relaxante e pacífico. E alguns dos seus princípios básicos são a cooperação, a não-resistência, a harmonia, a união, o equilíbrio e o respeito. Além disso quem o pratica dentro e fora do dojo, pratica paz, sabedoria, saúde e amor.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aikidomonografias.wordpress.com/178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aikidomonografias.wordpress.com/178/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aikidomonografias.wordpress.com/178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aikidomonografias.wordpress.com/178/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aikidomonografias.wordpress.com/178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aikidomonografias.wordpress.com/178/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aikidomonografias.wordpress.com/178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aikidomonografias.wordpress.com/178/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aikidomonografias.wordpress.com/178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aikidomonografias.wordpress.com/178/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aikidomonografias.wordpress.com/178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aikidomonografias.wordpress.com/178/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aikidomonografias.wordpress.com/178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aikidomonografias.wordpress.com/178/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aikidomonografias.wordpress.com&amp;blog=17029938&amp;post=178&amp;subd=aikidomonografias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Aikido por Charles Betito Filho</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 14:41:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Granja</dc:creator>
				<category><![CDATA[4º Kyu: faixa roxa]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Betito Filho]]></category>

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		<description><![CDATA[O AIKIDO é uma arte marcial de origem japonesa criada em meados de  1920 por Morihei Ueshiba, a quem nós praticantes chamamos de O-Sensei. Este por sua vez estudou Confúcio e textos budistas logo no inicio de sua vida (aos 7 anos) e foi praticante e mestre de diversas artes marciais como ju-jutsu, kendo (yagyu-ryu), [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aikidomonografias.wordpress.com&amp;blog=17029938&amp;post=139&amp;subd=aikidomonografias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O AIKIDO é uma arte marcial de origem japonesa criada em meados de  1920 por <strong>Morihei Ueshiba, </strong>a quem nós praticantes chamamos de O-Sensei. Este por sua vez estudou Confúcio e textos budistas logo no inicio de sua vida (aos 7 anos) e foi praticante e mestre de diversas artes marciais como <em>ju-jutsu, kendo (yagyu-ryu), daito-ryu </em>e<em> judô. </em>Em 1920, por conseqüência de grande abalo e instabilidade emocional causada pela morte de seu pai, Morihei muda-se de cidade em busca de uma vida mais espiritual baseada na religião <em>Omoto-Kyo </em>sob a supervisão de <em>Onisaburo Degushi.</em> É nessa época que O-Sensei inicia seu primeiro dojô e 2 anos mais tarde desenvolve estilo próprio, o <em>Aiki-bujutsu</em> que depois viria a ser chamado de AIKIDO. Essa breve passagem denota algo importante e único sobre o coração desta arte marcial: o AIKIDO, embora baseado em artes de guerra e que visam subjugar um oponente, teve também grande influencia espiritual.</p>
<p>A natureza humana foi, e ainda é, baseada em conflitos, em um mundo de dualidade, (teorizada por René Descartes e Chritian Wolff) e que é:  “<em>sistema filosófico ou doutrina que admite como explicação primeira do <a title="Mundo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mundo">mundo</a> e da <a title="Vida" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vida">vida</a>, a existência de dois <a title="Princípio" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio">princípios</a>, de duas <a title="Substância" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Subst%C3%A2ncia">substâncias</a> ou duas <a title="Realidade" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Realidade">realidades</a> irredutíveis entre si, inconciliáveis, incapazes de síntese final ou de recíproca subordinação”</em>. Sendo assim, tendemos sempre a separar o certo do errado, o bonito do feio, o claro do escuro e com base nestes julgamentos  de tudo e de todos é que fazemos nossas escolhas. Algumas dessas escolhas são extremamente coléricas, gerando até guerras e situações desconfortáveis que não nos trazem benefícios em nenhum aspecto. Muitos estudiosos e filósofos dizem que é a partir desses conflitos que advém o crescimento da sociedade atual e a maior parte das necessidades que hoje temos presente em nossa vida. E isso soa quase como uma teoria darwiniana modificada, ampliada e distorcida. E assim o  mundo se desenvolve e por não ter conhecimento de outras formas de resolução de problema e conflitos, tampouco a força necessária para quebrar padrões e paradigmas, o coração das pessoas está cada vez mais sendo dominado por desejos egoístas e ganância.</p>
<p>Mas qual a relação disso tudo com o AIKIDO? Como abordado anteriormente, ao unir arte marcial com um aspecto espiritual forte, O-Sensei criou uma nova e revolucionária forma de viver, onde aspectos mais elevados da consciência humana são trazidos à tona, portanto dando uma  ótica diferente quanto à resolução dos conflitos do nosso dia a dia. O praticante de AIKIDO aprende que o conflito se resolve praticamente antes de existir, pois é necessário a existência de duas forças opostas para que se configure o mesmo. Ao não se opor ao suposto inimigo, ele perde a forma e a base de sua existência e o sistema formado é conduzido por uma força maior. Toda a prática é baseada em movimentos circulares, harmônicos e fluidos fazendo com que o KI (energia interna) seja a principal força motriz do corpo e não a mente em si. Com o tempo aprende-se a não pensar e sim fazer, respirar de maneira correta, ter uma postura organizada, respeitar o corpo. Estas atitudes somadas à diciplina proveniente do aspecto marcial da técnica ajudam a construir uma nova forma de vida, um novo ser. Todo aquele que adentra em um dojô de AIKIDO e persevera na prática começa a praticar mudanças em seu próprio ser e em toda a realidade que está inserido.</p>
<p>Concluímos que o AIKIDO é muito mais que apenas uma arte marcial, ou atividade física que traz saúde física. Ele nos resgata de um ambiente muitas vezes hostil, de um padrão antigo de viver e nos coloca em um lugar elevado de onde podemos realmente podemos estar preparados a oferecer ajuda àqueles que realmente a necessitam e a viver com maior consciência, e principalmente integrados em nós mesmos, na sociedade, no planeta e no universo. Essa integração trazida pela prática nada mais é do que o amor incondicional.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aikidomonografias.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aikidomonografias.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aikidomonografias.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aikidomonografias.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aikidomonografias.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aikidomonografias.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aikidomonografias.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aikidomonografias.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aikidomonografias.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aikidomonografias.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aikidomonografias.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aikidomonografias.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aikidomonografias.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aikidomonografias.wordpress.com/139/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aikidomonografias.wordpress.com&amp;blog=17029938&amp;post=139&amp;subd=aikidomonografias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Aikido, espelho da vida por Débora Rubin de Toledo</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 14:20:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Granja</dc:creator>
				<category><![CDATA[3º Kyu: faixa verde]]></category>
		<category><![CDATA[Débora Rubin de Toledo]]></category>

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		<description><![CDATA[O aikido entrou na minha vida há pouco mais de dois anos. Estranho. Parece mais. Parece que esta arte marcial vem me acompanhando desde os tempos em que eu estava na barriga da mamãe. Desde as minhas primeiras engatinhadas. Os primeiros passos. As primeiras palavras. As primeiras idéias independentes. As primeiras saídas sem os pais. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aikidomonografias.wordpress.com&amp;blog=17029938&amp;post=122&amp;subd=aikidomonografias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O aikido entrou na minha vida há pouco mais de dois anos. Estranho. Parece mais. Parece que esta arte marcial vem me acompanhando desde os tempos em que eu estava na barriga da mamãe. Desde as minhas primeiras engatinhadas. Os primeiros passos. As primeiras palavras. As primeiras idéias independentes. As primeiras saídas sem os pais. Parece que respiro aikido desde os tempos de colégio. Das notas ora boas ora ruins das provas. Parece que o aikido já estava lá na minha vida quando dei meu primeiro beijo. Quando dirigi pela primeira vez em São Paulo, morrendo de medo de bater.</p>
<p>A sensação é a de que eu já era aikidoca muito antes de ser jornalista. Que antes de aprender o que era lead ou dead line, eu já sabia o que era ficar em kamae ou fazer um shiho-nague. Nas minhas noites de insônia eu já contava carneirinho em ichi, ni, san&#8230;</p>
<p><a href="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/debora_01.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-123" title="debora_01" src="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/debora_01.png?w=208&#038;h=300" alt="" width="208" height="300" /></a></p>
<p><em>Ainda na barriga de mamãe&#8230;achando que a vida era só mergulhar no quentinho&#8230;</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Quando entrei na faculdade, quando me formei, no primeiro estágio no Estadão. Era menina de tudo. Mas parece que o aikido já estava lá. Troquei de emprego uma, duas, três&#8230;sete vezes. Troquei de namorado uma, duas, três vezes. E ainda que eu não soubesse, o aikido já estava em minha vida. Quando jogava futebol. Quando corria. Quando mergulhava no mar nas férias curtas de fim de ano. Eu era aikidoca e nem sabia.</p>
<p>Foi preciso juntar os trapinhos com o namorado e mudar da zona oeste para a zona sul para tropeçar, sem querer, no Do Centro ao Movimento. E foi preciso ainda passar dezenas de vezes na frente do dojo, a caminho do supermercado, até resolver subir aquela escadaria sem fim. Daí a fazer a primeira aula, mais uma eternidade. E então aconteceu a magia. E era como se a vida dissesse: mas isso sempre esteve aí, você só não tinha se dado conta.</p>
<p>E o porquê dessa sensação se justifica. No aikido, você revive cada momento da vida. Volta a engatinhar logo de cara, pois o tatame e os rituais de abertura da prática te convidam a cair de joelhos. É preciso voltar a ser criança para fazer um mae kaete ukemi. Cair não é tarefa de adultos.</p>
<p>O ambiente é tão austero num primeiro momento, que quem chega, chega calado. Aos poucos, as primeiras palavras vão aparecendo. E, com elas, os primeiros passos: os golpes. As broncas do sensei são como as duras dos professores. Os exames, tais quais provas semestrais. Os sempais são nossos irmãos mais velhos que ora nos ajudam ora perdem a paciência. Que é como há de ser um irmão. Aos poucos vamos tendo idéias próprias e arriscando a ensinar também.</p>
<p><a href="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/debora_02.png"><img class="alignleft size-full wp-image-124" title="debora_02" src="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/debora_02.png?w=620" alt=""   /></a></p>
<p><em>Querendo ser grande antes da hora&#8230;</em></p>
<p>Deixamos a infância quando viramos faixa amarela. Adolescentes, ficamos um pouco rebeldes. Dá vontade de largar tudo isso daí e ir fazer boxe tailandês. Como se a mudança constante fosse a solução para a impaciência. Pura arrogância, típica da puberdade. Mas o aikido sempre esteve lá. E não se sai assim, sem razão forte ou só por birra. E é na adolescência do aikido que a gente descobre o outro, como se relacionar com ele, como senti-lo, como se adaptar a um novo uke. Adolescentes são também cheios de energia. Querem abraçar o mundo.</p>
<p>Chegar à faixa roxa é como se formar na faculdade e iniciar a vida profissional. Você quer respeito como tal, mas precisa se impor para ser respeitado. Deixou de ser café com leite. As chaves são para valer. Você passa a ser cobrado. Não basta só se esforçar. É preciso dedicação. Nessa fase da vida, as relações são mais maduras. O mesmo se pode dizer no aikido. Como numa relação amorosa, onde os corpos só se entrelaçam quando há conexão, energia e simbiose, no tatame, as parcerias também se tornam melhores quando uke e nague se permitem a ligação. Tarefa nada fácil essa de entender o outro. Já é difícil entender a si próprio. Mas aí está uma das coisas mais bonitas da vida. E do aikido.</p>
<p>A faixa verde é a vida adulta. É aquela fase da vida quando boa parte das pessoas casa, tem filhos, responsabilidades que vão além das profissionais. Para chegar lá, é preciso seguir o rumo natural das coisas. E sem a afobação da adolescência e do início da vida adulta. Agora a respiração começa a fazer mais sentido. O tempo de um. O tempo do outro. O dançar conforme a música. A paciência. A humildade. A parceria. A amizade. Todos esses valores começam a brilhar na mente da gente. Ser natural não significa menos esforço. Menos ainda relaxo. Perseverança – essa é a palavra do momento.</p>
<p><a href="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/debora_03.png"><img class="alignleft size-full wp-image-125" title="debora_03" src="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/debora_03.png?w=620" alt=""   /></a></p>
<p><em>Rebeldia, impaciência, arrogância e muita energia &#8230;ser adolescente é tudo isso e um pouco mais</em></p>
<p>Ser faixa verde dá a sensação de que chegamos na metade do caminho. Ledo engano. Pois depois da verde vem a azul e certamente descobrimos o quão pouco sabemos. Mas a maturidade já existe. É como chegar aos 30 anos e olhar para trás e ver que já há um passado. Mas que, puxa vida, ainda há muito futuro pela frente. E como na vida, no aikido jamais cansamos de aprender.<em> </em></p>
<p>Nos últimos dois anos, eu revi as diversas etapas da minha própria vida em sua “versão tatame”. O aikido é espelho da vida. E, como tal, nos faz pensar que ele sempre esteve ali.</p>
<p>Um dos livros que eu mais gostei sobre aikido foi o<em> Maestria</em>. O sensei americano George Leonard faz exatamente esse paralelo entre a vida e a arte marcial criada por Morihei Ueshiba. Ele usa o aikido para mostrar que os seus princípios podem, e devem, ser usados no dia a dia, permitindo a transformação interna da pessoa. O caminho da maestria, segundo o autor, não é fácil. Mas é maravilhoso de se percorrer.</p>
<p><a href="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/debora_04.png"><img class="alignleft size-full wp-image-126" title="debora_04" src="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/debora_04.png?w=620" alt=""   /></a></p>
<p><em>Fase adulta&#8230;somos profissionais, ganhamos nosso dinheiro, fazemos nossas escolhas. Mas ainda há tanto o que aprender&#8230;</em></p>
<p>Hoje, dois anos depois de ter “tropeçado” do dojo, me sinto muito feliz de ter feito essa escolha. De ter seguido por esse caminho. Difícil, porém maravilhoso. Praticando aikido eu pude me entender melhor. Fui ver lá no fundo d’alma o que me faz melhor e o que me faz pior – e como aproveitar mais o que é bom e atenuar o ruim. É o meu tempo único de silêncio e reflexão. Mas é também meu recreio, onde posso rir, cair e me divertir. Ver o lado lúdico da vida.<em> </em></p>
<p>Cada vez que eu amarro meu hakama, me olho no espelho e sorrio: lá vou eu dar mais um passinho. E quando termino de dobrá-lo, ao final da aula, dou uma piscadinha para o retrato de O Sensei na parede e penso baixinho: puxa, que inspirado foi você quando criou tudo isso daqui! Domo arigatô, O Sensei.</p>
<p>E como não somos construções solitárias, não poderia terminar esse texto sem deixar de citar todos que estão ao meu redor e que tanto admiro. A começar pelo meu amigo-amor, Jadyr, que me apóia em tudo nessa vida. Aliás, foi ele quem disse certo dia: “Por que você não experimenta o aikido”? Domo arigatô por tudo.</p>
<p>Minha família mal sabe o que é aikido e nem sabe direito para que faixa estou indo. Mas não importa. Se sou o que sou é porque tenho pais doidamente maravilhosos e irmãs muito especiais. Meu sangue que corre cheio de energia pelas veias vem deles. Meu amor por esses quatro é incondicional. Domo arigatô, família.</p>
<p><a href="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/debora_05.png"><img class="alignleft size-full wp-image-127" title="debora_05" src="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/debora_05.png?w=620" alt=""   /></a></p>
<p><em>O amor que nos faz maior&#8230;</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Por fim, não teria jamais chegado até aqui se não fossem meus amigos maravilhosos da lida quase diária do tatame. Nossa construção coletiva faz tudo ficar mais divertido. Sou um pouquinho de cada um. Sou Rita, sou Silvia, sou Gabriel, sou Alê Silveira, Alexei, Miltão, Manzolino, Massad, Archavir, Jéssica, Jean, Tonho, Ana, Lígia, Zé, Helena, Reinaldo, Matheus, Weber, Flávio, Luciano, Fabinho, Regina, Fonseca, Leozinho, João Paulo, Fernando e todo mundo que já passou por lá ou que ainda vai passar.</p>
<p>E sou você, Sensei Kanashiro. Se aprendi a lutar aikido, foi do seu jeito. O que muito me orgulha. Fui até o outro lado do mundo e aprendi com outros senseis. Fui beber de outras fontes e com isso eu cresci. Adoro observar os outros estilos, entender os outros caminhos. Mas é o teu aikido que levo comigo. Domo Arigatô, sensei.</p>
<p><a href="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/debora_06.png"><img class="alignleft size-full wp-image-128" title="debora_06" src="http://aikidomonografias.files.wordpress.com/2010/12/debora_06.png?w=620" alt=""   /></a></p>
<p><em>O meu aikido é o aikido de vocês&#8230;domo arigatô!</em></p>
<p>Fontes:</p>
<p>Dynamic Aikido – Gozo Shioda</p>
<p>Os três mestres do budo – John Stevens</p>
<p>Maestria: as Chaves do Sucesso e da Realização Pessoal – George Leonard</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>O Aikido em minha vida por Sylvia Arruda</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 16:48:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Granja</dc:creator>
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